
Pelo menos 150 mil pessoas deverão circular pelas dependências do Parque Ildefonso Simões Lopes entre os dias 3 e 9 de outubro deste ano, quando será realizada a 96ª Expofeira Pelotas. Em termos de faturamento, o número também deve ser superlativo: R$ 10 milhões em negócios. A projeção, de público e cifras, é de Augusto Rassier, presidente da Associação Rural de Pelotas (ARP), entidade responsável pela realização do evento.
Rassier, que além de produtor rural é administrador de empresas, tem motivos para demonstrar otimismo. Os números da 45ª Expointer não deixam dúvidas. Pelo menos 750 mil pessoas foram entre 27 de agosto a 4 de setembro até o Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, Região Metropolitana de Porto Alegre, durante os dias do evento – número recorde que acompanhou também o montante comercializado, entre animais, maquinário, produtos e serviços: mais de R$ 7 bi, segundo dados da organização.
Não há porque duvidar, portanto, que o sucesso verificado na maior feira agropecuária da América Latina não vá se repetir no maior evento do gênero do interior do Rio Grande do Sul, que reúne nada menos de 14 cadeias produtivas presentes em Pelotas e região.
“Há uma forte demanda represada tanto para expositor como para o público em geral. Se o tempo colaborar, vai bombar”, aposta o presidente da ARP.
É justamente este “público em geral” que o setor deseja ver em massa no Parque Ildefonso Simões Lopes durante a Feira. Mais que ver, será a oportunidade para mostrar a realidade do agronegócio, interagir, promover efeitos multiplicadores – especialmente com aquele contingente que em princípio não percebe o quanto o agronegócio faz parte de sua vida cotidiana.
“É preciso mostrar como o agronegócio é feito, como a soja se transforma em farelo, ração, óleo de cozinha, a questão do milho, como o arroz chega na nossa mesa. Não por acaso que o ‘Agro é minha vida, o Agro é tua vida’”, diz Rassier, numa referência ao slogan da 96ª Expofeira Pelotas.
“Aproximar o público urbano do agronegócio, este será o maior legado desta expofeira, pode confiar”, reforça.
Representatividade
Com praticamente todos os espaços de exposição vendidos já na primeira metade de setembro e a programação concluída de shows, remates, julgamentos e também da Conferência Rural, considerado o maior evento técnico-científico do agronegócio na Metade Sul do estado, o presidente da ARP chama atenção para outro fator digno de nota desta edição da Expofeira: a representatividade das raças de bovinos de corte criadas na região.
“A região cria raças que produzem uma carne de excelência, tem inclusive as principais cabanhas”, diz. Cita como exemplo a Recalada, que segundo Rassier voltou de Esteio com vários prêmios na bagagem, e a Santa Eulália, ambas criatórios da raça Angus. Lembra ainda da participação do gado Montana e Hereford, raça bastante consolidada no setor produtivo da pecuária.
“Por tudo que a Expofeira Pelotas representa para o agronegócio, vai ser um desafio prazeroso estar à frente desta Expofeira. Já participei de maneira muito efetiva nos bastidores, agora, como presidente da ARP, espero continuar contribuindo para o fortalecimento do setor atuando nas entidades de classe.”



