45ª Expointer começa neste sábado (27) com expectativa de 600 mil visitantes e R$ 4 bilhões em negócios

Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio voltará a ter capacidade máxima para o evento. (Foto: Acervo Seapi)

Começa neste sábado (27), a 45ª Expointer, que ocorre até o dia 4 de setembro, no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio. É esperado público superior a 600 mil visitantes e uma movimentação financeira de cerca de R$ 4 bilhões em negócios.

“Queremos que a feira represente a alma gaúcha, com toda a sua diversidade e pluralidade de culturas. É essa imagem que pretendemos passar, de um estado onde a harmonia e o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva são exemplos para o mundo”, diz o secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Domingos Lopes.

“A Expointer é a feira onde demonstramos para o país e para o mundo a nossa principal vocação. Neste ano, temos uma expectativa altamente positiva, seja em relação ao número de circulação de pessoas ou de negócios, porque não haverá restrições para a presença de público. Por tudo isso, vamos transferir a sede do governo para o parque de exposições durante os nove dias da feira”, ressalta o governador do Estado, Ranolfo Vieira Júnior (PSDB).

Nos últimos dois anos, a feira ocorreu em meio a cenário de restrições impostas pela pandemia – em 2020, foi fechada ao público; em 2021, contou com número de visitantes limitado para cumprimento dos protocolos de saúde. Além de eventos técnicos, oficinas, julgamento de animais e exposição e venda de produtos, a edição de 2022 terá atividades de entretenimento, leilões e shows artísticos e culturais. Também haverá discussão de temas relevantes para a agropecuária gaúcha e nacional: inovação, tecnologia, produção sustentável, reservação de água, agricultura de baixa emissão de carbono e desenvolvimento econômico aliado à preservação do ambiente.

Ao todo, 6.378 animais foram inscritos na feira (5.093 de argola e 1.285 rústicos). Haverá retorno de raças ausentes nos últimos anos e estreia de outras no evento. A admissão dos animais de argola no parque começou na segunda-feira (22). O Pavilhão da Agricultura Familiar contará com 337 expositores, apresentando a variedade de produtos provenientes de agroindústrias familiares, setor de plantas e artesanato.

A área de máquinas e implementos agrícolas contará com a presença de mais de cem empresas, que apresentarão lançamentos, serviços e a tecnologia oferecida pelo segmento. Neste ano, a feira também terá um espaço de inovação que reunirá startups e tecnologias voltadas ao setor do agro.

Ingressos
A venda de ingressos para visitação à feira será feita de forma on-line e presencial. A comercialização é feita na plataforma virtual da Expointer. A venda presencial ocorre apenas durante os dias do evento, na bilheteria do parque, no portão 3.

Os ingressos custam R$ 16 (inteiro), R$ 8 (meia-entrada), R$ 40 (estacionamento de visitantes) e R$ 400 (camping para expositores). Pedestres poderão ingressar no parque entre 8h e 20h30 pelos portões 2 e 6.

A Expointer é uma realização do Governo do Estado DO rs e dos copromotores Febrac, Fetag, prefeitura de Esteio, Simers, Sistema Farsul e Sistema Ocergs-Sescoop/RS.

Animais
A 45ª Expointer vai receber 6.378 animais este ano, superando em número de exemplares a edição de 2019, última antes da pandemia, quando foram inscritos 5.590 exemplares.

São 5.093 animais de argola e 1.285 animais rústicos (cinco raças de bovinos; quatro raças de equinos de prova e duas de equinos de laço, além dos cavalos crioulos; feiras de chinchilas e de coelhos). Os animais de argola representam 80% dos inscritos, e, os rústicos, 20%.

Entre os rústicos, estão 693 bovinos (Feira de novilhas selecionadas, Rústicos Devon, Rústicos Aberdeen Angus, Rústicos Ultrablack, Rústicos Hereford/Braford); 47 equinos de prova da raça Crioula, 73 equinos para provas de laço das raças Appaloosa, Árabe, Campeiro, Paint Horse e Quarto de Milha, 102 cavalos da raça Crioula, 70 chinchilas e 300 coelhos.

“A novidade dessa edição é o retorno do leilão dos cavalos crioulos, que não acontecia desde 2019”, afirma o zootecnista responsável pelo Serviço de Exposições e Feiras da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) e comissário-geral da Exposição de Animais da Expointer, Pablo Charão. Segundo ele, este ano participam 685 animais de argola de outros estados como Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e São Paulo. “O que corresponde a 13,45% do total de animais de argola inscritos”.

Os exemplares de argola poderão ser vistos em mais de 20 pistas para julgamentos e leilões. No dia 2 de setembro, haverá o tradicional desfile dos campeões. O destaque fica por conta da participação dos pequenos animais, com 1.898 inscritos, entre aves (41 raças), coelhos (29 raças) e pássaros (seis raças). Tradicionalmente é o pavilhão mais visitado na Expointer.

Os ovinos também se destacam, com a participação de 892 animais de 15 raças. “Os ovinos tiveram um aumento de 10% nas inscrições, em relação ao ano passado. Há o retorno da raça Lacaune, com três exemplares, uma raça de ovinos leiteira, cuja última participação na Expointer foi em 2008”, explica.

De bovinos de corte haverá 16 raças, com a estreia da raça Bravon, oriunda do cruzamento das raças Devon e zebuína. “Essa raça foi reconhecida no ano passado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento”, esclarece. Ao todo, 655 bovinos de corte participarão dos julgamentos.

Os zebuínos têm 132 inscritos de sete raças e os bubalinos, 16 inscritos de duas raças. “E em bovinos mistos, com 157 inscritos de quatro raças, temos o retorno da raça Red Poll, cuja última participação foi em 2019. Nos zebuínos, há a volta da raça Sindi, com oito exemplares inscritos. Sua última participação foi em 2015”, conta.

Os bovinos de leite participam com 403 inscritos de quatro raças. Nos equinos serão 809 inscritos de 10 raças, com retorno do Mangalarga Marchador, com 11 animais, que desde 2017 não comparecia à feira. Nos caprinos, com 131 inscritos de três raças, há a estreia da raça de corte Kalahary.

Segundo Charão, é a Expointer retomando seus números de pré-pandemia. A exposição de animais tem a finalidade de expor e comercializar reprodutores das diferentes espécies de animais domésticos; proporcionar aos criadores o conhecimento do grau de desenvolvimento da produção animal, pelo exame dos reprodutores expostos; apresentar a produtores e indústrias o que vem sendo realizado no setor do agronegócio; demonstrar os resultados do emprego de novas tecnologias, visando ao aprimoramento dos rebanhos; e estabelecer maior intercâmbio entre os meios criatórios, produtivos e industriais, além da troca de experiências entre técnicos.

Agricultura Familiar
O Pavilhão da Agricultura Familiar (PAF) conta neste ano com a participação de 337 empreendimentos de 166 municípios, sendo 160 do Rio Grande do Sul. São dez expositores a mais do que em 2019, último ano da feira antes da pandemia, quando 327 participaram da feira.

Deste total, 268 são agroindústrias, 52 são da área de artesanato e 17 de flores, plantas e mudas. Da Zona Sul, participam 25 empreendimentos, de dez municípios (Morro Redondo, Santa Vitória do Palmar, Arroio Grande, Canguçu, São Lourenço do Sul, Jaguarão, Turuçu, Rio Grande, Pelotas e Pedras Altas), 13 agroindústrias, dentre as quais duas cooperativas e um espaço de lazer, 11 artesãos e um produtor de flores.

Os jovens comandam 95 destes empreendimentos e as mulheres estão na liderança de 66. Os visitantes vão poder contar com os produtos tradicionais da agricultura familiar como queijos, salames, melado, geleias, compotas, mel, vinhos, espumantes, cachaças e panificados como pães e cucas. A área de orgânicos do pavilhão terá 21 empreendimentos. As agroindústrias que participam do Pavilhão estão incluídas no Programa Estadual da Agroindústria Familiar (Peaf).

Neste ano, o espaço vai contar também com quatro cozinhas, que irão fornecer pratos com produtos oriundos das agroindústrias familiares. Além do Rio Grande do Sul, quatro agroindústrias dos estados de Minas Gerais, uma de Santa Catarina e uma do Rio de Janeiro também vão estar presentes no Pavilhão.

“Com a retomada da feira, sem restrições severas, estamos otimistas, esperamos recorde de público e de vendas no Pavilhão, superando o ano de 2019, quando foram comercializados mais de R$ 4,5 milhões”, destaca a diretora do Departamento de Agricultura Familiar e Agroindústria (Dafa) da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Rural (Seapdr), Bruna Fogiato.

Concurso
O 10º Concurso dos Produtos da Agroindústria Familiar vai contar neste ano com uma nova categoria: o doce de leite. Além das categorias de vinho tinto de mesa seco, suco de uva integral, queijo colonial, cachaça prata e envelhecida premium, salame, linguiça de carne suína defumada e mel. O concurso, organizado pelo Dafa/Seapdr e Emater/RS-Ascar, terá jurados de diferentes instituições para fazer a avaliação dos produtos, e será realizado entre os dias 29 e 31 de agosto. A premiação ocorre no dia 2 de setembro.

Além disso, o público que estiver no Pavilhão também vai poder participar da escolha dos melhores produtos nas categorias cucas variadas italiana e alemã. “É uma prova sensorial, o público irá experimentar e avaliar o produto”, explica Bruna.

A Comissão Organizadora do Pavilhão da Agricultura Familiar é composta pela Seapdr, Emater, Fetag, Fetraf Sul, Via Campesina e Secretaria da Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).