Estação Meteorológica da Embrapa em Pelotas registra sensação térmica de 62 graus

Estação localizada na sede da Embrapa em Pelotas possui sensores que medem fatores como a temperatura e a umidade relativa do ar. (Foto: Paulo Lanzetta)

No sábado (22), os dados da Estação Meteorológica Automática da Sede da Embrapa Clima Temperado em Monte Bonito, Pelotas, disponibilizados na página do Laboratório de Agrometeorologia e em aplicativo para celular, o AGROMET, registraram sensação térmica de 62,3ºC em Pelotas.

Em nota técnica, a Embrapa explicou que a sensação térmica refere-se a seres de sangue quente, mas outros fatores estão relacionados a essa condição, como a umidade relativa do ar e o vento.

“As condições ocorridas em Pelotas nos últimos dias, especialmente nos dias 22 e 23 de janeiro, considerando que as variáveis foram conferidas com equipamentos independentes, que as equações matemáticas estão corretas, devem ser aceitas como uma indicação e como uma constatação das condições de tempo desconfortáveis que estamos sentindo. Isso indica que o conforto térmico é um fator que pode influenciar nas nossas atividades diárias e em nosso bem estar, causando redução de rendimento no trabalho e riscos para a nossa saúde”, indica o texto.

O engenheiro agrícola e pesquisador do Laboratório de Agrometeorologia da Embrapa, Carlos Reisser Júnior, conta que o cálculo da sensação térmica é gerado por uma estação meteorológica automática (EMA), a dois metros de altura, localizada em posto meteorológico da sede da Embrapa Clima Temperado, em Pelotas. “Esta estação possui sensores eletrônicos que medem temperatura e umidade relativa do ar, radiação solar e velocidade e direção do vento. Com essas variáveis meteorológicas ela, com algumas equações matemáticas, gera outras variáveis calculadas, como a sensação térmica”, explica.

Segundo ele, momentos de sensação térmica extrema nem sempre são, de fato, sentidos pela população, pois tendem a durar um período curto de tempo, porém, em intervalos menores, é facilmente verificado.

Reisser explica ainda que as ondas de calor intenso podem causar desconforto e problemas de saúde tanto para pessoas mais sensíveis quanto para a produção de animais em confinamento, como frangos e porcos, e na redução da produtividade de gado de leite.