
Uma aluna do curso de História da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) publicou fotos em redes sociais de um bolo com imagens de Adolf Hitler, na comemoração de aniversário. A UFPel encaminhou o caso à autoridade policial. As fotos foram compartilhadas pela aniversariante, conforme informações da coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de São Paulo.
O artigo 20 da lei 7.716 de 5 de janeiro de 1989, que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor, prevê que é crime “fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo”, com pena de reclusão de dois a cinco anos e multa.
A gestão da UFPel emitiu nota em que afirma que está “acompanhando e averiguando os fatos ocorridos recentemente com a cautela necessária, também para que não aconteçam atos injustos, devido a análises intempestivas de nossa parte”.
A assessoria da reitora Isabela Andrade também reitera que, concretamente, “repudiamos qualquer apologia ao nazismo ou qualquer outra forma de discriminação. Além disso, tendo em vista que o fato não ocorreu nas dependências da universidade e nem em qualquer atividade acadêmica, ao recebermos a notícia dos fatos, encaminhamos imediatamente à autoridade policial para as providências adequadas”.
A reportagem do Jornal Tradição Regional tentou contato com a aluna, mas não obteve retorno.
Confira a nota completa da gestão da UFPel
Uma universidade precisa ser um espaço de apoio a todas as pessoas, garantindo direitos, valorizando a vida. A UFPel é contra qualquer forma de enaltecimento ao nazismo, ao fascismo e a autores de crimes contra a Humanidade. Em dias tão tristes como os que estamos vivendo, de pandemia, de afastamento e de crise de valores, precisamos cuidar de nós, cuidar das pessoas à nossa volta, assim como daqueles e daquelas que necessitam do nosso apoio.
Nesse sentido, a UFPel está acompanhando e averiguando os fatos ocorridos recentemente com a cautela necessária, também para que não aconteçam atos injustos, devido a análises intempestivas de nossa parte.



