O pedro-osoriense Wagner Barros Ancelmo, de 40 anos, enfrenta um processo difícil diante do agravamento da pandemia de coronavírus: a falta de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Internado no Hospital São Francisco de Paula, em Pelotas, o serralheiro apresentou sintomas de Acidente Vascular Cerebral (AVC). Com a realização de mais exames, foi constatado um tumor cerebral que segundo a avaliação médica, é incomum diante do aspecto da lesão apresentada.
De acordo com a irmã de Wagner e estudante de Medicina, Eduarda Barros Soares, ele deve passar por uma biopsia estereotáxica cerebral, pois o procedimento é minimamente invasivo e indicado para pacientes com riscos maiores.
“A gente necessita de um leito clínico em Porto Alegre, nos hospitais que são referência para a biopsia”, afirmou, ressaltando que o leito de UTI é necessário para a recuperação pós-biopsia. Com o resultado do exame, será possível fazer um tratamento efetivo, mas diante da pandemia, o leito ainda não foi liberado.
Conforme Eduarda, Wagner já está inscrito no Sistema de Gerenciamento de Internações (Gerint), plataforma que permite os médicos buscarem vagas a partir de um mapa de ocupação dos leitos em tempo real, estando ele na lista de urgência.




