São Lourenço do Sul: Coordenadora da Cooperforte participa da 1ª Conferência Nacional do ODS

Andressa Medeiros representou o município em Brasília, entre os dias 30 de junho e 2 de julho. (Foto: Divulgação)

Na última semana, a coordenadora da Cooperativa dos Catadores de Materiais Recicláveis de São Lourenço do Sul (Cooperforte), Andressa Medeiros, representou o município na 1ª Conferência Nacional dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). O evento foi realizado em Brasília, entre os dias 30 de junho e 2 de julho, e reuniu defensores e entusiastas da sustentabilidade em prol de debates sobre a qualidade de vida do planeta.

A coordenadora foi escolhida como delegada representante de São Lourenço do Sul durante a 1ª Conferência Municipal do ODS, realizada em abril deste ano no auditório da Escola Municipal Marina Vargas. Andressa conta que não esperava ser escolhida para a função, mas aceitou a missão de representar o município. “Eu fiquei muito feliz de consegui sair do município e representar São Lourenço do Sul e a minha categoria de catadores em um evento desse porte” ressalta.

Andressa destaca que foram três dias de Conferência, com diversos debates, grupos de trabalho e contato com outras realidades. A coordenadora participou do Eixo 2 (Sustentabilidade Ambiental), no Grupo de Trabalho 5 (Educação Ambiental e Enfrentamento da Crise Climática). Juntamente a outras delegadas, Andressa apoiou, também, causas do ODS 18, que defende a Igualdade Étnico-Racial.

Enquanto delegada, defendeu duas propostas: a primeira valorizava a criação de políticas públicas nacionais, integrando ações educativas, agroecológicas, culturais, produtivas e de restauração ecológica em territórios urbanos e rurais; e a segunda envolvia a implementação e fiscalização dos preceitos da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), regional e nacionalmente. “Batemos sempre na mesma tecla de que é importante ter uma educação ambiental dentro das áreas educacionais, para saber como destinar os resíduos, trabalhar corretamente e preservar a natureza” aponta. A defesa das propostas foi bem avaliada, mas não recebeu votos suficientes para participar da plenária final.

Para Andressa, todas as propostas reunidas no evento possuem relevância: “Pessoas de todos os cantos do Brasil estavam ali defendendo suas necessidades, seus valores, e todas as propostas eram de extrema importância para todo mundo. Várias propostas foram explanadas e apenas algumas passaram para a fase final. Na plenária final, todas as propostas foram aprovadas e serão encaminhadas para o Congresso. Foi muito gratificante participar desse momento, todo mundo aplaudiu de pé e ficou muito feliz” relata.

A coordenadora destaca, ainda, o contato com outros grupos de catadores, que defenderam propostas favoráveis à categoria. Suas iniciativas foram aprovadas e fazem parte dos encaminhamentos, fortalecendo a luta dos catadores. “Eu fiquei muito feliz de participar desse momento, de ver todo aquele pessoal defendendo seus direitos e, principalmente, do planeta. Estamos preocupados com o planeta, queremos condições melhores para o nosso futuro, então acho que é muito importante estar nesses espaços e discutir outras realidades. Eu fui para Brasília com um objetivo, mas voltei com outros. Espero poder participar em outras oportunidades, levar outros cooperados aqui da Cooperativa para ver essa realidade fora do nosso cotidiano e estar nesses espaços” afirma.

Andressa ressalta, também, o intercâmbio com possíveis financiadoras e projetos relevantes. A coordenadora destaca a Usina de Itaipu – uma das financiadoras do evento e que fomenta projetos de sustentabilidade e agroecologia, o Conselho Nacional das Mulheres, o Departamento de Educação Ambiental e Cidadania (DEA) e a União Brasileira das Mulheres – que atua no fortalecimento da promoção da igualdade de gênero e no combate a desigualdade estrutural.

Além desses, destaca o reconhecimento de projetos do Governo Federal, como o “Comer pra que nas periferias”, uma iniciativa que busca debater o significado da alimentação nas periferias. “Vai muito além da nutrição básica, envolve o acesso à produtos saudáveis e o resgate da cultura local. Essa iniciativa vai de encontro ao que a Cooperativa está buscando. Estamos trabalhando um projeto de compostagem para, futuramente, fazer uma horta comunitária em torno da Cooperativa, que possa abranger as vilas no entorno. Acredito que seria uma boa parceria com o Governo Federal, portanto é algo que eu vou atrás”, declara.

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