
O Instituto Pesquisas de Opinião (IPO) chega aos 30 anos com muito a celebrar. O que começou como sonho de uma socióloga em Pelotas, hoje é uma realidade que envolve mais de 20 profissionais sêniores, com diferentes expertises, que comandam uma centena de entrevistadores e parceiros espalhados por todo o país. Ao longo de 30 anos, o IPO, que se tornou o maior Instituto do Sul do Brasil, aprendeu a decifrar comportamentos, entender o cliente, o consumidor, o eleitor e a sociedade, transformando dados em conhecimentos que orientam decisões, geram impacto e ampliam a proposta de valor de marcas e de produtos.
E o compromisso para as próximas décadas está traçado: compreender contextos de forma estratégica e converter conhecimento em decisões cada vez mais qualificadas. Com a nova fase de maturidade, o slogan que acompanhou o IPO até este momento, Ciência para a tomada de decisão, abre espaço para a integração entre a ciência e a capacidade de realizar as perguntas certas.
O novo slogan, as perguntas certas transformam o futuro, reflete, portanto, a expertise do IPO, sua posição como empresa contratada por notório saber, mas também reafirma um posicionamento claro de sua missão neste momento da história: colocar a inteligência artificial a serviço da inteligência humana, sendo este o diferencial do IPO.
“Nesses 30 anos, nos tornamos especialistas em compreender o comportamento humano”, ressalta a diretora e fundadora do IPO, a cientista social e política Elis Radmann. “Fomos além da aplicação de técnicas científicas, consolidando uma expertise que nos permite fazer as perguntas certas para interpretar, com profundidade, o comportamento do cidadão, do consumidor, do usuário, do cliente e do eleitor, transformando essas leituras em inteligência estratégica para a tomada de decisão”, reitera a socióloga.
Em um cenário marcado pelo excesso de informação, inteligência artificial e o uso por vezes inadequado da tecnologia, o diferencial não está em possuir dados. O fundamental é chegar ao dado certo, entender os significados e transformá-los em conhecimento. E para realizar esta análise, construída pela inteligência humana, o processo não é automático: exige repertório, método e sensibilidade social; uma das marcas do IPO.
E o 2026, que começou movimentado, serve de amostra de como tem sido a trajetória ao longo dessas três décadas. Estes primeiros meses já incluíram pesquisas de mercado, estudos reputacionais para vários segmentos do Estado e ampliação de pesquisas nacionais, como um grande estudo de vitimização desenvolvido na cidade de Rio Branco, capital do Acre, para a Universidade Federal, em uma contratação por notório saber. O estudo de vitimização é um levantamento já realizado pelo IPO em outras partes do Brasil, que mede a criminalidade real vivida pela população, incluindo casos não registrados oficialmente pela polícia. Este tipo de trabalho serve para identificar a subnotificação e trazer um panorama mais completo sobre violência e insegurança, que permite desencadear políticas públicas de combate e prevenção.
Modernização e atuação com diversidade de público, dentro e fora do IPO
O IPO conta hoje com uma equipe multidisciplinar composta por profissionais de diferentes áreas, como Sociologia, Antropologia, Ciência Política, Administração, Estatística e Comunicação. Do lado de fora, o Instituto se conecta com diferentes públicos: corporações, empresas privadas, instituições governamentais, sindicatos e organizações do terceiro setor, oferecendo soluções sob medida.
“Nosso compromisso é com o rigor metodológico e com a leitura estratégica dos dados, independentemente da visão de mundo do cliente. Essa diversidade fortalece a nossa capacidade de compreender a sociedade em sua complexidade”, lembra Elis Radmann.
Em termos de estrutura, o IPO também evoluiu significativamente ao longo dos 30 anos, com o uso de tecnologias digitais que permitem maior agilidade na coleta de dados, entrevistas e validação das informações. Os meios digitais e automação de processos ampliaram a capacidade de alcance e, ao mesmo tempo, fortaleceram os processos de controle e de qualidade.
Marca em constante evolução
Se ao completar 20 anos, em 2016, a marca do IPO ganhava mais bonecos e mais cores, demonstrando que a atuação transcendia o território do Rio Grande do Sul e representava uma diversidade de opiniões e de percepções, chegou a hora de uma nova customização. Agora, a marca mantém o verde, da Ciência, e celebra um novo momento histórico: enaltece a maturidade e a senioridade, aliadas a um serviço personalizado e a uma metodologia robusta, que permitem realizar as perguntas certas e qualificadas e apresentar resultados analíticos mais assertivos e estratégicos.
“A Ciência se atualiza, se redesenha. É um processo em evolução. Portanto, nós somos atualidade”, afirma Elis Radmann. Uma atualidade alicerçada sobre dois pilares: alto padrão ético e credibilidade, o maior patrimônio do IPO. Características que se convertem em contratações por notório saber, que são motivo de orgulho ao time do IPO. “O grande desafio é crescer sem abrir mão daquilo que nos trouxe até aqui: manter e fortalecer a credibilidade, como toda empresa que tem propósito e compromisso com o futuro.”
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A caminhada do IPO compreendida em 3 ciclos:
1ª) Chegada no mercado com clareza de propósito e foco na missão
O IPO surgiu com o desejo de romper uma lógica dominante nos anos 1990, quando o Ibope já era referência consolidada, a ponto de ser tornar verbete de dicionário: de um lado, os institutos criticados pela academia, de outro, os pesquisadores distantes do mercado. O IPO nasceu, portanto, da união desses dois mundos, levando a ciência para tomada de decisão e dando base científica ao que muitas vezes era tratado apenas como insight.
2ª) Fortaleza metodológica
Não bastava apenas levar a ciência para o mercado, era preciso integrar também os métodos. A experiência mostrava que não fazia sentido a divisão entre o mundo quantitativo, das tabelas e dos gráficos, e o mundo qualitativo, das interpretações e subjetividades. O desafio passou a ser construir soluções integradas, capazes de capturar o melhor dos dois enfoques.
O IPO avança, então, para um modelo mais robusto de diagnóstico estratégico, combinando abordagens quantitativas com investigações qualitativas aprofundadas, ampliando a capacidade de leitura e compreensão dos fenômenos.
3ª) Leitura estratégica e sistematização de insumos para o planejamento
O terceiro ciclo se consolida quando o IPO atinge sua maturidade, por volta dos 20 anos. Já não era suficiente levar ciência ao mercado, nem apenas realizar diagnósticos estratégicos. Era necessário ir além.
O foco passa a ser compreender as hipóteses dos clientes, organizar insumos qualificados, identificar tendências e, principalmente, indicar caminhos. Esse estágio é resultado de uma trajetória que combina maturidade técnica e experiência acumulada em diferentes contextos.
“O IPO passa a conectar padrões, identificar novas variáveis comportamentais e antecipar movimentos, contribuindo de forma mais direta para o planejamento e a tomada de decisão de seus clientes.”
Radar ligado às transformações da sociedade
Vivemos um momento de transformação acelerada, em que diferentes dimensões da sociedade são impactadas ao mesmo tempo. O uso inadequado da tecnologia e a disseminação de desinformação interferem diretamente na formação de opinião e na confiança nas instituições.
Também chama atenção o comportamento das novas gerações, especialmente no ambiente digital, onde há efeitos relevantes sobre saúde mental, relações sociais e construção de identidade. Trata-se de uma geração que se forma em um contexto de excesso de informação, o que exige novas formas de compreensão e diálogo.
Ao mesmo tempo, os estudos do IPO indicam uma mudança importante no comportamento do consumidor, por exemplo. As pessoas estão mais exigentes em relação à experiência de compra, à coerência das marcas e ao posicionamento das empresas. O consumo deixa de ser apenas funcional e passa a ser também uma expressão de valores. Isso faz com que marcas sejam constantemente avaliadas e, em muitos casos, rapidamente questionadas ou até canceladas quando não correspondem às expectativas.
Esse cenário amplia a importância do monitoramento contínuo da reputação. Não se trata apenas de medir imagem, mas de compreender percepções em tempo real, antecipar riscos e orientar estratégias de posicionamento.
Além disso, temas estruturais como violência, desigualdade e polarização seguem exigindo leitura qualificada. “O grande desafio é integrar todas essas dimensões, compreender os fenômenos com profundidade e transformar essa leitura em inteligência que ajude organizações e lideranças a tomarem decisões mais responsáveis e conectadas com a sociedade”, reforça Elis.
A força de uma voz feminina reconhecida como referência na área de atuação
Nessas três décadas de trajetória, a socióloga e cientista social e política também se tornou referência, uma das vozes de maior expressão do universo da pesquisa no Rio Grande do Sul e também no país. Elis Radmann conta que a caminhada exigiu consistência, preparo, firmeza e muita resiliência. “Em muitos momentos, foi necessário construir espaço e credibilidade por meio do trabalho, dos resultados, mostrar que ‘sabia o que estava fazendo’”, enfatiza.
Hoje, a presença feminina em posições de liderança é cada vez mais relevante, mas ainda há desafios. “A construção dessa trajetória reforça a importância de competência técnica, clareza de posicionamento e capacidade de leitura de contexto.”



