Adiamento da abertura do HRPS é criticada na Câmara de Vereadores de Pelotas

Transferência da inauguração para daqui a 60 dias integrará pauta de investigações da CPI da Saúde. (Foto: Paulo Ferreira)

A sessão plenária regimental do Poder Legislativo, desta quarta-feira (17), presidida por Michel Promove (PP) e secretariada por César Brisolara (PSB), desencadeou discussões acerca do adiamento, por 60 dias, para abertura do novo Hospital Regional de Pronto Socorro, anunciada, anteriormente, para junho. O vereador Daniel Fonseca (PSB) foi o primeiro a levar o assunto à tribuna e, na condição de presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, comentou que a responsabilidade deverá ser investigada.

Daniel Fonseca salientou que o adiamento da abertura do complexo da Saúde, devido ao sistema de climatização, fará com que passem os principais meses do inverno, quando a população, geralmente, mais precisa de atendimento e lota o Pronto Socorro à espera de leitos insuficientes. “Não se vê comprometimento da gestão, que não concentra o olhar para essa prioridade”, diz.

O assunto prosseguiu com a fala do vereador César Brisolara (PSB), que sugeriu à Comissão de Saúde da Câmara encaminhar o questionamento à secretária da pasta. No seu entendimento, não houve um motivo real divulgado para o atraso na inauguração do PS Regional, apenas comentários diversos. Brisolara também comentou sobre o investimento de cerca de R$ 500 mil nas obras dos banheiros da praça Coronel Pedro Osório. O vereador comparou o montante ao custo de uma moradia popular nova, igual a R$ 200 mil, com quarto, banheiro, sala e cozinha. “O banheiro da praça equivale a duas casas e meia”, alerta.

O parlamentar Ivan Duarte (PT) reportou-se à importância de as informações serem repassadas com seriedade, criticando ilações ou induções. Fez o comentário movido pelas manifestações de desaprovação à gestão municipal quanto à prorrogação do início do funcionamento do Hospital de Pronto Socorro. O vereador elogiou o programa PS Cuida +, que já atendeu mais de 300 pacientes de julho do ano passado até agora, finalizando os tratamentos em casa, com visitas diárias de profissionais da Saúde, para administrar a medicação prescrita.

Demais pautas
O vereador Marcos Ferreira (UB) prestou esclarecimentos sobre habitação popular. “As 110 casas anunciadas, com contrato assinado nesta semana pela Prefeitura, já estão destinadas. As unidades do Minha Casa, Minha Vida Reconstrução vão para pessoas que não conseguiram concluir seus processos de cadastro, pós-enchente de 2024, por pendência de algum documento ou erro de digitação no programa compra assistida. As moradias não serão construídas para novos inscritos”, afirma, chamando atenção para que não se criem falsas expectativas.

A vereadora Fernanda Miranda (PSol) criticou a medida adotada pelo governo do Estado, instituindo leilão, que será realizado no dia 26 deste mês, de 98 escolas estaduais, no sistema de Parceria Público-privada (PPP). “As escolas serão entregues à iniciativa privada, com garantia máxima de lucro.” A parlamentar informou que o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontou falhas no processo, como custos superestimados de equipamentos, alta proteção financeira e outras. Nesta quarta-feira (17), às 13h30, haverá protesto na frente da escola Dom João Braga. Quatro unidades educacionais de Pelotas entram no leilão.

Finalizando o uso da tribuna no grande expediente da sessão, o vereador Cauê Fuhro Souto (Podemos) criticou as falas dos parlamentares da base do governo municipal e citou problemas verificados em Pelotas, como falta de conservação viária, que dá lugar a buracos nas ruas, o não funcionamento da usina de asfalto do Município e a prorrogação de prazo para abertura do novo Hospital Regional de Pronto Socorro.

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