
As formações do Programa de Leitura e Escrita na Educação Infantil (ProLEEI) seguem em andamento em Pelotas, com continuidade prevista até dezembro de 2026. A iniciativa, aderida e viabilizada pela Secretaria Municipal de Educação (SME), integra um conjunto de ações que vêm sendo desenvolvidas a partir da organização interna da Coordenadoria de Gestão Pedagógica, por meio da equipe de articulação municipal do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA).
Voltado às educadoras da rede municipal, o programa tem como objetivo qualificar as práticas pedagógicas na Educação Infantil, com foco no desenvolvimento das habilidades orais e na inserção das crianças na cultura letrada, respeitando suas especificidades e modos próprios de aprender.
Além de ampliar o repertório teórico, o ProLEEI valoriza e legitima as práticas docentes, promovendo espaços de escuta, partilha e reflexão sobre o fazer pedagógico. As trocas entre as educadoras, marcadas pela diversidade de contextos e experiências, têm se constituído como um potente elemento formativo.
“Esse tipo de formação ajuda na nossa forma de trabalhar”, relata a professora de educação infantil Caroline Duarte. “Agrega em tudo. Cada um tem uma experiência e atua em um contexto diferente, então essas trocas são muito importantes.”
O programa integra as ações de formação continuada vinculadas ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, iniciativa do Governo Federal vigente desde 2023. No âmbito da Educação Infantil, o ProLEEI não tem como foco a alfabetização, mas a garantia do direito das crianças pequenas ao acesso à cultura letrada de forma lúdica, intencional e significativa, ampliando seu repertório cultural e de vocabulário a partir do contato com diferentes materiais escritos, considerando ainda a criança como sujeito imerso em um contexto social e cultural letrado.
“A escuta sensível das crianças orienta caminhos pedagógicos mais significativos” (trecho do Percurso 1 do Caderno Formativo). A partir desse princípio, busca-se fomentar o desenvolvimento da oralidade e reconhecer as crianças como sujeitos ativos, capazes de produzir sentidos, narrativas e conhecimentos.
Nossa cultura é letrada”, explica Iara Rejane Leão Louzada, mestranda do Instituto Federal Sul-rio-grandense e formadora do programa. “Quando cantamos uma canção de acalanto ou uma cantiga para um bebê, ele já está em contato com a cultura letrada. Mais tarde, isso também acontece por meio das histórias, das placas nas ruas, nos ônibus e até no supermercado, quando a criança observa as letras e se insere nesse universo.”
As educadoras participantes têm acesso aos materiais formativos por meio do portal AVAMEC, além de encontros mensais realizados nos formatos online e presencial, fortalecendo o compromisso com uma formação continuada que valoriza a infância, as práticas docentes e o direito de aprender.



