
*Com informações da Assessoria de Imprensa
Produtores de tabaco da região sul do Rio Grande do Sul já podem devolver as embalagens vazias de agrotóxicos utilizadas nas propriedades. A coleta começou nesta segunda-feira (12), nos municípios de Pelotas e Arroio do Padre, e integra o Programa de Recebimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos, que atende localidades do sul gaúcho até o dia 30 de março.
As embalagens devem ser entregues tríplice lavadas, perfuradas e secas. O roteiro itinerante passará por 26 municípios: Pelotas, Arroio do Padre, Canguçu, Piratini, Cerrito, Morro Redondo, Rio Grande, Turuçu, São Lourenço do Sul, Cristal, Chuvisca, Sertão Santana, Dom Feliciano, São Jerônimo, Amaral Ferrador, Encruzilhada do Sul, Sentinela do Sul, Tapes, Cerro Grande do Sul, Camaquã, Mariana Pimentel, Guaíba, Barra do Ribeiro, Arroio dos Ratos, Barão do Triunfo e Butiá.
Ao todo, o programa contará com mais de 300 pontos de coleta em localidades rurais, o que facilita o cumprimento da legislação de logística reversa. No momento da entrega, os produtores recebem um comprovante que atesta a destinação correta das embalagens perante os órgãos fiscalizadores.
A iniciativa é realizada há mais de 25 anos pelo setor do tabaco e é considerada um caso de sucesso pelo modelo de recebimento itinerante. O programa é conduzido pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e por empresas associadas, com apoio da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra). Os cronogramas são divulgados previamente por emissoras de rádio e por orientadores agrícolas das empresas, com datas e horários definidos para cada localidade.
Criado em outubro de 2000, o Programa de Recebimento de Embalagens é anterior à legislação que tornou obrigatória a devolução de recipientes de agrotóxicos, instituída em janeiro de 2002 pelo Decreto nº 4.074. Segundo a coordenação do programa, atualmente os roteiros percorrem cerca de 1.800 pontos de coleta em 385 municípios do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, beneficiando aproximadamente 108 mil produtores. No Paraná, ações semelhantes contam com apoio das empresas associadas ao SindiTabaco.
Para viabilizar a reciclagem, as embalagens rígidas precisam passar pelo processo de tríplice lavagem, que consiste em esvaziar completamente o conteúdo, adicionar água limpa, agitar e despejar o líquido no pulverizador, repetindo o procedimento três vezes. As tampas devem ser separadas.
Após a coleta, as embalagens são encaminhadas às unidades do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InPEV), responsável pela gestão do Sistema Campo Limpo. Segundo o instituto, 100% das embalagens rígidas são recicladas e transformadas em novos produtos plásticos, principalmente insumos para a construção civil e embalagens de produtos químicos. Já as embalagens sem condições de reciclagem, como as flexíveis, são destinadas à incineração controlada.



