Na última segunda-feira (5), uma reunião para discussão sobre as condições sanitárias da água consumida pela população de Cerrito foi realizada no município e resultou na definição de medidas corretivas por parte da Corsan/Aegea. O encontro foi convocado pela Vigilância Sanitária municipal, diante das recorrentes reclamações registradas nas últimas semanas sobre a qualidade e a regularidade do abastecimento.
A reunião contou com a presença do fiscal sanitário Rodrigo Eslabão e de representantes da concessionária, entre eles o gestor da Corsan, Daniel Gautério, coordenador operacional da instituição.
Resultados da reunião
Durante o encontro, ficou acordado que a Corsan irá avaliar os erros identificados no sistema e iniciar, de forma imediata, ações para corrigir as falhas. Entre as medidas definidas está a realização de expurgos na rede de abastecimento a cada 15 dias, como forma de reduzir a incidência de água com coloração inadequada ou odor. Também será criado um canal direto de comunicação entre a concessionária e o município de Cerrito, permitindo resposta mais rápida às demandas da população.
Ficou estabelecido ainda que, em conformidade com o município de Pedro Osório — que compartilha o sistema de abastecimento por meio da Estação de Tratamento de Água (ETA) —, haverá comunicação direta e imediata sempre que ocorrer algum sinistro na rede, como água suja, cheiro forte, vazamentos ou interrupções no fornecimento. Outra medida acertada foi a realização de treinamento para toda a equipe da Corsan, com o objetivo de capacitar os profissionais e qualificar o atendimento e as respostas à comunidade quando surgirem problemas.
As ações fazem parte de um conjunto de melhorias que a concessionária se comprometeu a implementar para sanar irregularidades apontadas. A Prefeitura de Cerrito, por sua vez, já formalizou uma pauta de infração junto à concessionária Aegea/Corsan, reforçando a cobrança por adequações no serviço prestado.
O caso
A reunião ocorre após uma série de registros feitos pela Vigilância Sanitária. No dia 19 de dezembro, moradores de diferentes pontos da zona urbana denunciaram água fora do padrão, com coloração marrom, gosto alterado e, em alguns casos, aspecto esbranquiçado. Já foram contabilizados mais de 20 relatos de residências que enfrentaram falta de água ou problemas na qualidade do abastecimento.
Diante das denúncias, a Vigilância Sanitária solicitou esclarecimentos técnicos à Corsan/Aegea e informações detalhadas sobre o tratamento e a distribuição da água. Também foram realizadas coletas de amostras, encaminhadas para análise laboratorial, cujos resultados ainda são aguardados. Apesar de a concessionária ter informado que os parâmetros estariam dentro dos padrões exigidos, o monitoramento foi mantido devido à persistência dos relatos.
No mesmo período, foi confirmada a realização de uma inspeção na Estação de Tratamento de Água de Pedro Osório, responsável pelo abastecimento regional. A vistoria ocorreu no dia 18 de dezembro e contou com a atuação de fiscais sanitários da 3ª Coordenadoria Regional de Saúde, em conjunto com fiscais municipais de Pedro Osório e Cerrito.
O caso segue sob acompanhamento da Vigilância Sanitária e do município, enquanto as medidas acordadas com a Corsan começam a ser implementadas. A expectativa é de que as ações resultem em melhorias efetivas no serviço e maior segurança para a população quanto à qualidade da água consumida.




