
A chuva intensa que voltou a atingir a Zona Sul entre a noite de terça (9) e a madrugada de quarta-feira (10), provocou danos, alagamentos e mobilizou equipes de Defesa Civil em diversos municípios. Dados atualizados pela Coordenadoria Regional de Proteção e Defesa Civil (CREPDEC 4) e informações repassadas pelas coordenadorias municipais mostram um cenário de atenção redobrada na região, que ainda deve enfrentar novas ocorrências de instabilidade no decorrer de quarta-feira.
Em Pelotas, as precipitações causaram transtornos em diferentes pontos da cidade. Moradores do bairro Dunas registraram entrada de água em residências, enquanto a combinação de chuva e rajadas de vento derrubou árvores e postes. Na área do Posto Branco, próximo ao pedágio da BR-116, houve alagamentos e prejuízos em lavouras, com estradas vicinais submersas. Também foi confirmada pela Defesa Civil a queda de parte da estrutura do antigo Colégio Medianeira, no Círculo Operário. Uma parede desabou sobre uma casa vizinha, resultando em danos materiais, mas sem feridos.
Entre os maiores acumulados de chuva na região, Pelotas ultrapassou 90 mm, enquanto municípios próximos, como Pedro Osório, Cerrito, Piratini, Canguçu e Amaral Ferrador, tiveram entre 100 e 150 mm no mesmo período, elevando o risco de alagamentos e a possibilidade de rápida elevação de arroios e rios.

Em Amaral Ferrador, o volume expressivo de chuva alagou diversas ruas e atingiu algumas residências, exigindo atendimento direto da Defesa Civil local. Não houve registro de feridos ou desabrigados. Já em Capão do Leão, a água invadiu 12 residências no bairro Jardim América, no loteamento Zona Sul. Uma família precisou ser realocada para a casa de parentes após perda momentânea das condições de permanência.
Em Cerrito, mais de 20 pessoas precisaram deixar áreas de camping às margens do Rio Piratini. A Defesa Civil municipal, seguindo diretrizes estaduais e monitoramento hidrológico, emitiu alerta urgente para retirada imediata de acampantes do Camping Madruga Júnior, Balneário Oásis e demais pontos ribeirinhos. A orientação inclui retirada de veículos, proteção de pertences e remoção de animais, diante da possibilidade de rápida elevação do nível do rio.
A situação ainda é agravada pelo vento. Rajadas entre 50 e 65 km/h foram registradas na faixa leste e no entorno de Pelotas, Capão do Leão e Rio Grande, ampliando o número de ocorrências relacionadas a quedas de galhos e postes. No litoral e em áreas abertas, a sensação de intensidade é ainda maior.

Para as próximas horas, a tendência é de continuidade da chuva, com períodos de intensidade moderada a forte sobre o Sul, Costa Doce e municípios da região de Pelotas. A CREPDEC 4 ainda reforça que permanece em estado de prontidão, monitorando acumulados de chuva, níveis de rios e possíveis áreas de risco. As equipes municipais também seguem atuando diretamente junto às comunidades atingidas. A Defesa Civil orienta que moradores evitem áreas alagadas, não atravessem vias submersas e busquem informações apenas nos canais oficiais.



