Calor forte antecede mudança no tempo e possível ciclone extratropical na próxima semana

(Foto: Freepik)

A Zona Sul se prepara para um fim de semana de forte calor e tempo firme, antes de uma virada significativa nas condições meteorológicas prevista para o início da próxima semana. Modelos internacionais indicam a possível formação de um ciclone extratropical na costa gaúcha entre terça (9) e quinta-feira (11), elevando o alerta para chuva volumosa, ventos intensos e risco de temporais.

Nesta sexta-feira (5), a atuação de uma área de alta pressão mantém o tempo estável em todo o Estado, com sol entre poucas nuvens e baixa umidade relativa do ar, que deve ficar abaixo de 30% em grande parte do território. As temperaturas seguem em elevação devido ao aquecimento natural da massa de ar seco que cobre o Rio Grande do Sul, conforme análise técnica do meteorologista Lucas Lessa Mendes, do Centro de Pesquisas e Previsões Meteorológicas da Universidade Federal de Pelotas (CPPMet/UFPel).

No sábado (6), o calor se intensifica. Na Zona Sul, Pelotas e Turuçu podem alcançar 31°C, Canguçu 32°C, enquanto Arroio Grande e Jaguarão podem registrar até 34°C. Em outras regiões gaúchas, os termômetros podem chegar aos 38°C. A umidade continua baixa, contribuindo para uma sensação térmica mais elevada.

O domingo (7) mantém o tempo firme na região, embora com aumento de nebulosidade provocado pela entrada de umidade do oceano. Cidades da região podem registrar nevoeiro ao amanhecer, seguido de períodos de céu parcialmente nublado. As temperaturas permanecem altas e temporais isolados devem ocorrer apenas em áreas das Missões, Oeste, Centro e Serra.

A partir de segunda-feira (8), a aproximação de um sistema de baixa pressão traz risco de pancadas de chuva fortes, rajadas de vento, descargas elétricas e queda de granizo em diferentes partes do Estado, com acumulados entre 15 e 60 mm/dia.

Modelos como ECMWF e ICON projetam que, entre terça e quinta-feira, o aprofundamento de um centro de baixa pressão na costa gaúcha pode dar origem a um ciclone extratropical intenso. O sistema pode provocar volumes acima de 200 mm em pontos isolados e rajadas entre 80 e 110 km/h no litoral, com potencial para alagamentos, enxurradas, queda de árvores e danos estruturais. A combinação de chuva volumosa e vento forte faz com que o cenário seja tratado como potencialmente perigoso por especialistas e meteorologistas.