Arroio Grande participa da 2ª Marcha Nacional das Mulheres Negras em Brasília

Entre as três mulheres selecionadas no Rio Grande do Sul para representar o Estado, duas são arroio-grandenses: Eva Marisa Lemos da Conceição e Mara Lucia Machado Freitas. (Foto: Divulgação)

Duas representantes de Arroio Grande estiveram em Brasília, na terça-feira (25), para participar da 2ª Marcha Nacional das Mulheres Negras por Reparação e Bem-Viver, um dos maiores atos de mobilização feminina do país. A participação foi viabilizada por meio de uma ação conjunta da Federação dos Trabalhadores Assalariados Rurais (Fetar) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contar).

Entre as três mulheres selecionadas no Rio Grande do Sul para representar o Estado, duas são arroio-grandenses: Eva Marisa Lemos da Conceição e Mara Lucia Machado Freitas, ambas assalariadas rurais e com atuação direta no campo. A presença delas reforça a importância da representatividade feminina negra, especialmente das trabalhadoras rurais, em espaços de debate e reivindicação nacional.

A Marcha reuniu cerca de 500 mil participantes, que ocuparam a Esplanada dos Ministérios em defesa de políticas de reparação, enfrentamento ao racismo e garantia de bem-viver às mulheres negras brasileiras.

Segundo a Fetar, a participação de Arroio Grande na Marcha reforça o protagonismo das mulheres negras do município e evidencia o compromisso das organizações representativas do campo com pautas de igualdade racial, justiça social e valorização da mulher trabalhadora.

A primeira edição do evento, realizada em 2015, reuniu mais de 100 mil mulheres e marcou profundamente a organização política das mulheres negras no Brasil e na América Latina. Organizada nacionalmente, a Marcha foi articulada por Comitês Impulsores Estaduais, Municipais e Regionais, que envolveram ativistas independentes, grupos comunitários e organizações do movimento negro em todos os 27 estados do país. A mobilização busca fortalecer o enfrentamento às desigualdades, ampliar a participação das mulheres negras nas decisões políticas e reivindicar a efetivação de direitos historicamente negados.