Sessão de autógrafos reúne narrativas de retorno, memória e autoconhecimento na 51ª Feira do Livro de Pelotas

Reunindo narrativas sobre identidade, memória, superação, pertencimento e transformação, a Sessão de Autógrafos reforçou a diversidade literária que marca a 51ª Feira do Livro de Pelotas. (Foto: Edu Rickes)

A Tenda de Autógrafos com autores regionais da 51ª Feira do Livro de Pelotas recebeu, na quinta-feira (13), um público expressivo para prestigiar escritores de diferentes trajetórias e temas, numa tarde marcada por reencontros, homenagens e reflexões sobre identidade, memória e propósito.

Natural de Pelotas, Jairo Mendonça Fernandes, autor de João Grande, João Andante, emocionou o público ao destacar o retorno à sua terra natal e os caminhos que o levaram à escrita, lembrando que sua jornada literária começou por influência do sobrinho, que o inspirou a criar a personagem Nara Capivara, presente em seu primeiro livro. Agora, Jairo amplia o universo narrativo ao contar a história de João Grande, parte de um projeto que prevê ao menos seis livros sobre animais do Taim, onde cresceu. Para ele, a literatura infantil é também um convite ao respeito à fauna, à flora, ao meio ambiente e às relações humanas. “Quero que as pessoas tenham a oportunidade de conhecer esses animais e valorizar esse território que faz parte da nossa memória afetiva”, afirmou.

Também marcando retorno à cidade onde se formou e iniciou a carreira jornalística, Klecio Santos apresentou 1958 – O ano em que o Pelotas desafiou gigantes. Ex-patrono da Feira, o autor destacou que a obra vai além do universo esportivo. “É um livro que não é só sobre futebol, mas sobre cultura, arte e sobre a história de Pelotas naquele ano emblemático, o ano da Copa e da Bossa Nova”, disse. Morando há anos em Brasília, Klecio celebrou o reencontro com o público pelotense e a oportunidade de revisitar suas raízes.

O cartunista Ricardo Freitas, que celebra 40 anos de carreira, autografou Nosso Lugar – Arroio Grande em traços e versos, obra que reúne 56 ilustrações dedicadas aos espaços emblemáticos de sua cidade, destacando que o livro é uma homenagem ao território que molda a memória e o afeto de cada habitante. “O título Nosso Lugar valoriza aquele espaço que cada um de nós tem de mais caro. É também um convite para que as futuras gerações aprendam a preservar.”

A tarde também contou com o lançamento de O poder da suavidade: Um livro forte para retomar o caminho de leveza, de Eduardo Majer e Fabiana Holz. Os autores, terapeutas integrativos e criadores da Escola do Ser, trouxeram ao público uma reflexão profunda sobre autoconhecimento, propósito e o ritmo acelerado da vida contemporânea. Defendendo uma existência mais consciente e conectada ao presente, reforçaram a necessidade de resgatar a leveza perdida. “A suavidade sobrepõe todo o peso e a densidade da vida. É possível caminhar na Terra com leveza”, disseram.

Encerrando a sessão, Gilberto Stanieski Filho apresentou Despertar para Ser, eu chego lá, obra na qual relata o acidente que mudou sua vida e o levou a refletir sobre responsabilidade, acolhimento e presença familiar. Pelotense de coração desde 1998, o autor destacou que o livro vai além de sua experiência pessoal: é um alerta e uma ferramenta de apoio para famílias que enfrentam desafios semelhantes. “Meu objetivo é que as pessoas possam aprender com a minha história e não precisem sofrer para despertar. Hoje, o essencial é ser, não ter”, enfatizou.

Reunindo narrativas sobre identidade, memória, superação, pertencimento e transformação, a Sessão de Autógrafos reforçou a diversidade literária que marca a 51ª Feira do Livro de Pelotas. As sessões continuam nesta sexta-feira (14), a partir das 18h, na Tenda de Autógrafos.