A apresentação de um grupo de bailarinas do Espaço da Dança marcou a noite da última quarta-feira (5), em Jaguarão. O espetáculo foi realizado pela Casa Museu Dr. Carlos Barbosa e reuniu centenas de pessoas. Sob a direção da professora e coreógrafa Liana Campos, o grupo apresentou um númeoro de dança dividido em três atos, retratando a trajetória de vida de Carlos Barbosa Gonçalves, que se destacou como médico, político e pai de família.
Segundo Marina Miranda, proprietária da escola, o grupo que se apresentou faz parte do elenco de shows e festivais do Espaço da Dança, que representa Jaguarão em diversas cidades. “Estamos muito felizes e orgulhosas do resultado, desse trabalho único e inovador da nossa professora Liana Campos à frente desse show. Espero que elas tenham ideia da dimensão de tudo isso, do quanto entramos para a história com esse momento”, afirmou Marina.
Natural de Jaguarão, o bailarino e coreógrafo Victor Techera Silveira frisou que a oportunidade foi única em sua carreira e que ficará na memória para sempre. “ Tive que estudar mais sobre sua história e vivenciar a experiência da visitação ao museu para internalizar da maneira mais sensível possível para levar essa emoção aos palcos do espetáculo”, conta.

Ele destacou a emoção e a responsabilidade de viver um personagem histórico tão importante. “Sendo natural de Jaguarão, nascido e criado, voltar para minha cidade natal e interpretar uma figura tão importante na história do Rio Grande do Sul foi muito gratificante”, disse.
Silveira contou que o processo de preparação envolveu pesquisa e imersão no universo do homenageado. “Tive que estudar mais sobre sua história e vivenciar a experiência da visita ao museu para internalizar da maneira mais sensível possível e levar essa emoção aos palcos. Comecei minha caminhada no Espaço da Dança e tive todo o apoio e orientação da direção da escola, com a Marina Miranda, e da direção do espetáculo, com a Liana”, relatou.
Ele também lembrou momentos marcantes durante as gravações de divulgação do evento. “Tive a oportunidade de ter em minhas mãos objetos pessoais e itens que pertenciam ao Dr. Carlos Barbosa, e isso foi mágico, como se eu sentisse o peso da história. A caneta com que ele assinou sua posse, o primeiro telefone do estado… Estar gravando dentro do museu foi algo incrível”, contou.
O bailarino afirmou que uma das maiores preocupações foi transmitir a emoção e a força das palavras históricas do personagem. “O que mais me preocupou foram as palavras incríveis de seu discurso de posse, pois tinham uma forte expressão e desejo pelo cuidado e melhoria do estado e de seu povo. Quis muito transmitir essa emoção, mesmo que lendo. Ter coreografado algumas cenas idealizadas pela Liana ajudou a me conectar mais com a história do personagem. Era como se eu já estivesse sendo o Dr. Carlos Barbosa, falando da minha história através dos gestos e movimentos criados.”
Silveira finalizou lembrando o momento mais emocionante do espetáculo. “Uma das cenas que mais me tocou foi a do telefone, quando Dr. Carlos Barbosa liga para alguém no futuro, e uma criança atende dizendo que sua história ainda marca as pessoas nos dias de hoje. A emoção foi ainda maior ao saber que a criança que atendeu o telefone durante a apresentação era descendente de Carlos Barbosa.”




