O prefeito de Cerrito, Flavinho Vieira (PP), acompanhado do vice-prefeito Wagner Tessmer (PL), recebeu na manhã desta segunda-feira (3) o secretário de Assistência Social Francisco Bessa, os assistentes sociais Mairo Garcia e Míria Silveira, integrantes da equipe do Centro de Assistência Social (Cras), e o agente do programa no município, Kainã Silva, para tratar da chegada do Programa Família Gaúcha ao município.
A iniciativa, lançada no dia 18 de setembro pelo governador Eduardo Leite (PSD), é uma das principais políticas do governo estadual voltadas à redução das desigualdades sociais e fortalecimento da autonomia das famílias em situação de vulnerabilidade social. O programa integra o Plano Rio Grande, que reúne ações estratégicas voltadas à proteção da população e à recuperação da capacidade de resposta do Estado frente a crises recentes, como os eventos climáticos que atingiram diversas regiões do RS.
Durante o encontro, Vieira ressaltou a importância da iniciativa no contexto atual e destacou o compromisso da administração municipal em executar o programa com responsabilidade. “Em Cerrito, estamos preparados para aplicar essa política com responsabilidade e humanidade, fazendo dela um ponto de virada na vida de muitas famílias”, afirmou o prefeito.
O programa
Com investimento superior a R$ 120 milhões proveniente do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), o programa deve beneficiar cerca de 10 mil famílias em 92 municípios gaúchos, selecionadas com base nos critérios do Índice de Vulnerabilidade das Famílias do Rio Grande do Sul (IVF/RS) e do Programa RS Seguro.
A ação prevê um acompanhamento contínuo e humanizado das famílias em situação de maior vulnerabilidade, conduzido pelos Agentes de Desenvolvimento da Família (ADFs). Cada agente será responsável por um grupo de famílias, auxiliando na construção de estratégias que promovam o acesso a direitos, à inclusão socioprodutiva e à superação gradual do ciclo de pobreza.
Além do acompanhamento técnico, o programa prevê, mediante aprovação de lei, a transferência direta de renda de R$ 200 por família, com acréscimo de R$ 50 para aquelas que possuam crianças entre zero e seis anos, uma das faixas etárias mais afetadas pela pobreza, que ainda está em análise.
O monitoramento das famílias será feito por meio de uma plataforma digital desenvolvida pelo governo estadual, que permitirá registrar ações, acompanhar avanços e avaliar resultados de forma contínua. A emancipação social será reconhecida às famílias que alcançarem os indicadores estabelecidos, com acompanhamento metodológico elaborado em parceria com a Unesco.
Na Zona Sul, além de Cerrito, os municípios de Pelotas e Rio Grande também foram contemplados com o programa, que deve ser implementado nos próximos dias.




