Academia do Samba leva o Carnaval à zona rural de Pelotas

A Academia do Samba foi recebida na Escola Municipal Nestor Elizeu Crochemore, na Vila Nova, no 7º distrito, para uma manhã de aprendizado, música e dança. (Foto: Dinhomaker)

*Com informações da Assessoria de Imprensa

A cultura do Carnaval chegou neste final de semana até a zona rural do município. A Academia do Samba foi recebida na Escola Municipal Nestor Elizeu Crochemore, na Vila Nova, no 7º distrito, para uma manhã de aprendizado, música e dança com estudantes, professores e famílias da comunidade.

A visita fez parte das ações da Escola de Artes e Ofícios do Samba (EAOS), que busca valorizar e difundir a maior festa popular do país. Além de uma breve palestra sobre a história do Carnaval pelotense — com registros que remontam a 1870 —, ritmistas, intérpretes e passistas da Academia colocaram a gurizada para sambar e tocar instrumentos de percussão.

“Eu sou apaixonada por samba e estou muito feliz”, contou empolgada a estudante Vitória Duarte, de 12 anos. “A primeira vez que sambei foi com 9 anos, vendo as escolas do Rio de Janeiro, na TV”, lembrou. Assim como Vitória, a maioria dos alunos da zona rural conhece o Carnaval apenas pela tela da televisão — mas o encontro de sábado mostrou que é possível viver a festa de perto.

O produtor cultural Paulo Pedrozo, da EAOS, provocou a comunidade a dar um passo além: participar do desfile da Azul e Branco em 2026. “Foi uma alegria que nos contagiou, uma das melhores oficinas que já tivemos”, destacou a diretora da escola, Lia Novelini.

Heranças culturais em destaque

A Nestor Elizeu Crochemore desenvolve, desde 2011, atividades ligadas ao Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (Neabi). O trabalho busca valorizar e difundir saberes ancestrais, formando alunos multiplicadores dentro e fora da escola. Dos cerca de 240 estudantes matriculados, 27 são oriundos do Quilombo Alto do Caixão.

“Queremos valorizar principalmente as heranças culturais”, ressaltou a coordenadora do Neabi, Tatiana Rodrigues. “E o que vivemos aqui neste sábado faz parte da cultura afro, negra, uma das raízes do nosso país, e não chega na zona rural”, completou.

A manhã foi marcada pela leveza e pela alegria que caracterizam o samba. Em meio a tambores, surdos, pandeiros e muito gingado, a colônia mostrou que também sabe sambar — e que o Carnaval pode, sim, ecoar além da cidade.