Projeto da Unipampa Jaguarão une cinema, memória e identidade na Fronteira Sul

Segundo o bolsista Santiago Passos, o projeto busca “fomentar a circulação de produções audiovisuais e contribuir para o intercâmbio dos produtores com o público”. (Foto: Juliana Lima/JTR)

*Com informações da Assessoria de Imprensa

A primeira atividade do projeto “Ver e Ser Visto: narrativas do território” foi realizada na noite de 15 de outubro, unindo cinema, memória e identidade da Fronteira Sul. A iniciativa da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), em parceria com coletivos negros da cidade, promove exibições audiovisuais, oficinas e rodas de conversa com produtores locais, incentivando o fortalecimento da produção cultural regional. O encontro inaugural ocorreu no Terreiro Ilê Axé Mãe Nice D’Xangô, com a exibição dos curtas “A Festa de São Jorge” e “A Roda de Samba do Grupo Chega Mais”.

Segundo o bolsista Santiago Passos, o projeto busca “fomentar a circulação de produções audiovisuais e contribuir para o intercâmbio dos produtores com o público”. Já a coordenadora da iniciativa, professora Gleise Oliveira, da Unipampa, destacou que as narrativas comunitárias são “uma poderosa forma de expressão cultural que nasce da necessidade de dar voz a histórias e memórias muitas vezes invisibilizadas”.

Contemplado pelo Programa de Fomento às Atividades Culturais e Criativas (PROACC) da Unipampa, o projeto conta com apoio do Festival de Cinema de Jaguarão e da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Nas próximas semanas, estão previstas sete oficinas, quatro sessões de cinema e debates com realizadores locais. Uma mostra final encerrará as atividades, apresentando os resultados das ações.

Encontro inaugural ocorreu no Terreiro Ilê Axé Mãe Nice D’Xangô, com a exibição dos curtas “A Festa de São Jorge” e “A Roda de Samba do Grupo Chega Mais”. (Foto: Juliana Lima/JTR)

As exibições ocorrerão em diferentes espaços culturais e religiosos da cidade, como o Ilê Axé Mãe Nice D’Xangô, o Clube 24 de Agosto e a Confraria Afro / Coletivo Rosas Negras. Os filmes em cartaz são produções jaguarenses contempladas com recursos da Lei Paulo Gustavo, com curadoria colaborativa entre os coletivos parceiros.

Além das exibições, o projeto oferece oficinas de experimentação audiovisual voltadas a estudantes da rede pública, abordando escrita de roteiro, captação e edição de vídeo com smartphones. Ao final, os participantes produzirão vídeos-documentários com moradores e lideranças locais, valorizando as vozes e histórias da comunidade.