Reunião na Prefeitura discute revitalização do Centro Histórico de Rio Grande

Encontro com representantes do IPHAN, secretarias municipais e entidades locais apresentou o plano “Centro + Vivo”, que busca valorizar o patrimônio e requalificar a área central da cidade. (Foto: Divulgação)

*Com informações da Assessoria de Imprensa

Uma reunião realizada nesta quinta-feira (17), na Prefeitura do Rio Grande, discutiu o patrimônio material histórico e artístico do município, com foco na revitalização do Centro Histórico. O encontro foi conduzido pelo diretor do Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Andrey Rosenthal Schlee, e contou com a participação de representantes de diversas secretarias municipais e entidades sociais, como a Biblioteca Rio-Grandense, o Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), o Conselho do Patrimônio Histórico e o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB).

Durante o encontro, a Secretaria de Planejamento, Habitação e Regularização Fundiária (SMPLANH) apresentou o planejamento para revitalização do Centro Histórico e as intervenções necessárias para retomar o movimento e o interesse dos rio-grandinos e turistas pela região. O arquiteto Gabriel Fernandes destacou que a integração entre diferentes secretarias permitiu a criação do Plano Centro + Vivo, cujo objetivo é promover a qualificação urbana e socioambiental, dar novos usos a edifícios de interesse patrimonial e propor soluções de infraestrutura associadas à economia criativa e solidária.

O projeto vem sendo desenvolvido a partir de estudos sobre memória, patrimônio e uso do solo. Até o momento, foram identificados 3.370 imóveis na área central, sendo 1.240 comerciais e 1.879 residenciais, além de cinco escolas, oito hotéis e dez templos religiosos. Um dos pontos levantados é a concentração de imóveis em poucas mãos — três famílias detêm, cada uma, mais de 50 propriedades na região.

Entre as áreas prioritárias, estão a região portuária e o sítio ferroviário, que abrange a antiga estação férrea e seu entorno. Na zona portuária, a proposta é avançar na regularização fundiária e definir espaços de moradia para trabalhadores ligados às atividades do porto. Também foi apresentado o projeto de revitalização do calçadão da General Bacellar e a proposta de realização de um seminário para aprofundar as discussões sobre o Plano Centro + Vivo. Ao todo, 14 programas e projetos estão em andamento ou em fase de planejamento nas secretarias envolvidas.

O diretor do IPHAN, Andrey Schlee, elogiou o trabalho desenvolvido e reafirmou o interesse do Instituto em colaborar com as iniciativas locais. Ele sugeriu a realização de um seminário específico sobre o acervo ferroviário, reforçando a importância de valorizar o patrimônio histórico e cultural da cidade.

A secretária de Cultura e Economia Criativa, Rita Rache, destacou que o apoio do IPHAN e do Ministério da Cultura é essencial para o fortalecimento das políticas municipais. “A atenção do IPHAN e do Ministério é extremamente importante para dar suporte ao Município, que é onde as políticas acontecem. A vida é aqui”, afirmou.

Além da SMCEC e da SMPLANH, também participaram da reunião representantes do Gabinete de Programas e Projetos Especiais (GPPE) e das secretarias do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (SMMA) e de Relações Institucionais e Comunitárias (SMREIC).