
*Com informações da Assessoria de Imprensa
Em um feito histórico para o remo gaúcho, oito atletas ligados ao projeto Remar para o Futuro brilharam no Campeonato Brasileiro de Barcos Longos, encerrado no domingo (12), na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. Juntos, conquistaram 16 medalhas — sete de ouro, uma de prata e oito de bronze.
Criado em 2015, em Pelotas, durante a gestão de Eduardo Leite (PSD) como prefeito, o Remar para o Futuro recebe apoio do governo do Estado por meio do Pró-Esporte RS, programa da Secretaria do Esporte e Lazer (SEL). A iniciativa visa formar atletas e promover inclusão social por meio do esporte.
O bom desempenho veio em um momento simbólico: faltando poucos dias para completar um ano da tragédia na BR-376, em Guaratuba (PR), que deixou nove mortos, entre eles o técnico Oguener Tissot, sete atletas e o motorista da van. O grupo retornava de São Paulo, onde havia representado Pelotas no Campeonato Brasileiro de Remo Unificado, ocasião em que conquistou sete medalhas.
Celebração de conquistas e homenagem às vítimas
“O Remar para o Futuro viveu uma tragédia que comoveu todo o Rio Grande do Sul. Os jovens que partiram seguirão sempre presentes em nossos corações. Cada conquista do projeto é, acima de tudo, uma homenagem à memória e ao legado que eles deixaram”, afirmou o secretário do Esporte e Lazer, Juliano Franczak, o Gaúcho da Geral.
A competição reuniu 27 clubes e mais de 300 atletas de todo o país. Confira os medalhistas ligados ao projeto:
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Brenda Madruga – bronze no 2x Sub-23, pelo Centro Português 1º de Dezembro (Pelotas);
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Robson Radmann – três bronzes (2x Sênior, 4x Sênior e 4- Sub-23), pelo Clube Náutico América (Blumenau-SC);
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Shaiana Ucker – prata no 4- Sub-23 e bronze no 8+, pelo Grêmio Náutico União (Porto Alegre);
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Facundo Mezquita – dois bronzes (4- Sênior e 8+ Sênior), pelo Grêmio Náutico União (GNU);
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Evelen Cardoso – bronze no 8+ Sênior, pelo GNU;
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Mariana Macedo – três ouros (4x Sênior, 4- Sênior e 8+ Sênior), pelo Clube de Regatas Flamengo (RJ)
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Maria Fuhrmann – dois ouros (4- Sub-23 e 8+ Sênior), pelo Flamengo;
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Piedro Tuchtenhagen – dois ouros (2x Sênior Leve e 4x Sênior Leve), pelo Flamengo.
Superação e continuidade
Para o coordenador-geral do projeto, o professor Fabricio Boscolo, a participação no campeonato teve um significado especial. “O mais importante deles é que a tragédia levou precocemente o nosso técnico Oguener Tissot e mais sete atletas, em 2024. Assim, respeitando o passado, trabalhando no presente e olhando para o futuro, seguimos nos esforçando para honrar o legado conquistado por nossos tão queridos companheiros”, relatou.
O Remar para o Futuro é uma iniciativa interinstitucional da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), da Prefeitura de Pelotas e do Centro Português 1º de Dezembro, com apoio de patrocinadores locais e financiamento do Pró-Esporte RS. O projeto conta com equipe técnica ampliada e suporte de profissionais das áreas de nutrição, saúde e fisioterapia.



