
*Com informações da Assessoria de Imprensa
A deputada estadual Laura Sito (PT) lançou em setembro o projeto RS Antirracista, iniciativa que busca enfrentar o racismo no Rio Grande do Sul e valorizar a contribuição histórica, cultural e social da população negra por meio da educação. A proposta prevê debates, formações e articulações com professores e estudantes da rede pública em diferentes regiões do estado. Entre os materiais distribuídos gratuitamente pelo mandato estão a cartilha “Educador Antirracista” e o livro “Manoel Padeiro e o Quilombo da Liberdade”.
O projeto terá lançamentos em três cidades da região Sul nesta quarta-feira (24): Pelotas, Rio Grande e Camaquã. A programação começa em Pelotas, às 9h, na Secretaria Municipal da Educação (Praça 20 de Setembro, 366), e segue às 11h na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Campus Anglo, no Auditório da Reitoria (4º andar, na rua Gomes Carneiro, nº 1).
Em Rio Grande, o evento ocorre às 16h, no Campus Carreiros da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), no Auditório do Instituto de Ciências Humanas e da Informação (ICHI), prédio do curso de Psicologia (na avenida Itália, quilômetro 8, s/n).
A agenda se encerra em Camaquã, às 19h, no Cine&Pub do Portão (n arua Capitão Adolfo Castro, nº 201).
A cartilha reúne referências históricas e culturais, conceitos e ferramentas para fortalecer práticas pedagógicas antirracistas. O livro, escrito pela professora Tânia Rodrigues Tibério e ilustrado por Alisson Affonso, resgata a trajetória de Manoel Padeiro, reconhecido por lei de autoria de Sito como o primeiro herói negro gaúcho. Conhecido como o “Zumbi dos Pampas”, ele liderou, na década de 1830, um dos maiores levantes contra a escravidão no estado, tornando-se símbolo de resistência popular.
O lançamento ocorreu em meio às celebrações da Semana Farroupilha e do Dia do Gaúcho, no último sábado (20). Para a deputada, o projeto também disputa o imaginário em torno da identidade gaúcha, historicamente marcada pela invisibilização da população negra na formação do Rio Grande do Sul.
A iniciativa busca ainda reforçar a efetivação da Lei Federal 10.639/03, que obriga o ensino da história e da cultura afro-brasileira e africana nas escolas. Segundo Sito, a proposta pretende não apenas oferecer materiais pedagógicos, mas também fortalecer professores, valorizar a contribuição do povo negro e transformar a escola em um espaço de inclusão e combate ao racismo.



