Linha Farroupilha revela aos visitantes os tesouros históricos de Piratini

Casa de Giuseppe Garibaldi. (Foto: divulgação)

Conhecida como a Primeira Capital Farroupilha, Piratini guarda a história do conflito que marcou o Rio Grande do Sul em suas ruas e edifícios. Durante a Revolução Farroupilha, em 1835, o município foi ocupado pelo exército farrapo e, em 1837, foi elevado ao posto de cidade.

A Linha Farroupilha é um dos atrativos que ajuda os visitantes a saberem mais sobre essa rica história. O percurso de 800 metros orienta e informa sobre a construção e uso dos edifícios do Centro, durante a época da Revolução Farroupilha. Em pontos-chave da cidade, também é possível localizar painéis com mapas e outras informações.

Ao longo desse trajeto, o público é conduzido aos prédios sinalizados por 25 placas de bronze. Entre eles, destaca-se a Casa de Garibaldi, onde viveu o lendário guerreiro italiano Giuseppe Garibaldi, conhecido como o Herói de Dois Mundos–situada no ponto 24 Linha Farroupilha. Construída entre 1830 e 1832, a casa também abrigou a tipografia Republicana Rio-Grandense, responsável pela publicação do jornal O Povo, que teve 45 edições publicadas.

Uma frase muito conhecida atribuída a Garibaldi sobre Piratini diz: “Piratini é realmente um dos mais belos lugares do mundo, dividida em duas regiões, uma de planícies e a outra montanhosa. O viajante não tem precisão de dizer nem de pedir coisa alguma, entra em qualquer habitação, vai direto à câmara de hóspedes, os criados aparecem sem que sejam chamados, descalçam-no e lavam-lhe os pés. Fica ali quanto tempo quer e, quando lhe apetece, retira-se sem despedir-se nem agradecer, e, apesar desta descortesia, outro que venha depois dele não é recebido com menos agrado. É a juventude da natureza, o erguer da humanidade”.

Sede do governo
Ao final da linha, no ponto 25, encontra–se o principal prédio remanescente da República Rio-Grandense: a sede do Governo Farrapo, atualmente Museu Farroupilha. Construído em 1819, o casarão pertenceu ao capitão Manuel Gonçalves Meirelles, tio de Bento Gonçalves da Silva e, provavelmente, abrigava um estabelecimento comercial no térreo e residência no andar superior.

Durante o período em que Piratini foi a capital da República, o prédio foi sede do Ministério da Guerra e, em 1837, de uma escola pública para meninos. Após o final da guerra, voltou a ser residência e, em 1954, o governo do Estado instalou ali o Museu Histórico Farroupilha.

Sede do Governo Farrapo, atualmente Museu Farroupilha. (Foto: divulgação)