
“Boa parte da construção poética e melódica do Rio Grande do Sul é baseada nesse estereótipo do gaúcho da estância, do latifúndio. Mas a realidade aqui em Canguçu é de pequenas propriedades, de quem planta para o próprio sustento, cuida de poucos animais e mantém a vida de forma simples. Quis trazer esse novo olhar.” A fala é do escritor e servidor público Alan Otto Redu, que recebeu duas menções honrosas no 3º Concurso Literário Sérgio de Laforet Padilha, promovido pelo Centro de Escritores Lourencianos (CEL).
Entre os mais de 300 textos inscritos, dois trabalhos de Redu que retratam Canguçu foram reconhecidos. O poema “Dos sonhos daqueles que levam nas mãos as sementes” valoriza o gaúcho agricultor familiar, distante da figura do estancieiro.
Já o conto “A Santinha” tem como base uma história que ele escutava do pai desde a infância. “Sempre teve uma entrada, uma santinha, uma pedra… antigamente, lavaram o corpo de um homem ali e ele sobreviveu. Depois colocaram uma santa no lugar, mostrando esse lado da fé que cura, da crença espiritual. Ninguém imaginava que anos depois surgiria o Parque Turístico Nossa Senhora da Conceição”, lembra.
Premiação
A cerimônia de premiação e o lançamento da 23ª Antologia do CEL acontecem em 24 de outubro, com a publicação dos textos pela Pragmatha Editora. Este não é o primeiro reconhecimento nacional do autor.
Em março deste ano, Redu já havia conquistado o primeiro lugar no 14º Concurso Literário de Contos Alcides Maia, com Tábua de Velas, inspirado no rio Camaquã, mais especificamente, em uma história que prevê a preservação ambiental do local.



