
Os quatro controladores de velocidade instalados na BR-293, no bairro Parque Fragata, em Capão do Leão, serão desligados a partir de 1º de agosto. A medida preocupa moradores e motoristas que trafegam diariamente pelo trecho, conhecido pelo alto índice de acidentes.
O motivo é a falta de recursos destinados ao Programa Nacional de Controle Eletrônico de Velocidade (PNCV). O alerta sobre a insuficiência orçamentária foi dado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no ano passado, quando o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025 estava em elaboração. Na ocasião, a projeção de gastos era de R$ 364,1 milhões, mas apenas R$ 43,3 milhões foram reservados, o que representa uma redução de 88%.
Com isso, rodovias de todo o país, exceto as pedagiadas, devem ter equipamentos desligados. No Rio Grande do Sul, as BRs 101, 386 e a Freeway não serão afetadas.
No caso da BR-293, o trecho que corta o bairro Parque Fragata já registra um histórico de acidentes graves. O desligamento dos pardais, segundo moradores, pode agravar ainda mais o risco. A rodovia, que não é duplicada, é um dos principais corredores de ligação entre a zona sul do Estado, Bagé, Santana do Livramento e o Uruguai.
“Sem os pardais, o trânsito fica mais rápido e perigoso. O controle eletrônico ajudava a reduzir a velocidade e dava mais segurança para quem entra ou sai do bairro”, diz a moradora Ana Paula Rodrigues.
A preocupação é maior no trecho urbano, onde milhares de pessoas utilizam a rodovia diariamente para acessar o bairro e a BR-293 em ambos os sentidos. Moradores pedem que o governo federal revise o orçamento para evitar o desligamento definitivo dos equipamentos.



