Cemitério das Irmandades ganha intervenção artística que reforça valor turístico em Jaguarão

Fundado no século 19, o local se consolidou como um museu a céu aberto. (Foto: Juliana Lima/JTR)

Um dos espaços de memória mais emblemáticos do sul do Estado, o Cemitério das Irmandades, em Jaguarão, recebeu neste ano uma nova intervenção artística. Fundado no século 19, o local se consolidou como um museu a céu aberto, reunindo expressões arquitetônicas e esculturas que retratam a história, a religiosidade e as relações sociais da cidade de fronteira.

Construído sob influência de irmandades religiosas que marcaram a formação social e cultural de Jaguarão, o cemitério abriga túmulos e mausoléus ornamentados com esculturas em mármore e detalhes arquitetônicos típicos da estética funerária do período. Anjos esculpidos em pedra, cruzes trabalhadas e monumentos imponentes compõem um acervo de valor histórico e artístico inestimável, tornando o campo santo um dos principais símbolos do patrimônio cultural jaguarense.

Reconhecido por sua relevância histórica e arquitetônica, o Cemitério das Irmandades também integra roteiros turísticos e culturais da cidade, atraindo visitantes interessados em sua arte, simbologia e personagens ilustres que ajudaram a formar a história do Rio Grande do Sul e de Jaguarão. Há anos o espaço participa ativamente das Semanas do Patrimônio, realizadas em agosto, quando o município revisita sua herança cultural.

Referente a 7ª Semana do Patrimônio, o cemitério ganhou ainda mais destaque com uma intervenção do grafiteiro GES. Inspirado nos anjos presentes nas esculturas do acervo, o artista produziu um grafite no muro frontal do cemitério. A obra dialoga com os elementos originais do local e amplia sua leitura contemporânea, convidando a população a reconhecer ali não apenas um lugar de memória, mas também de arte e cultura viva.

A iniciativa reforça o compromisso do município com a preservação e a ressignificação de seu patrimônio, aproximando novas linguagens e fortalecendo o cemitério como espaço de fruição cultural e turística, sempre respeitando sua dimensão simbólica e as tradições locais.