Aprocapel inicia obras da nova sede com estacionamento para 450 caminhões

O presidente Nelson Vergara destaca que a Associação começou com 47 associados e, hoje, tem 280 proprietários associados. (Foto: Luciara Schneid/JTR)

Criada há 16 anos para dar suporte aos caminhoneiros associados em caso de acidentes, roubos, incêndios e outros sinistros, ocorridos nas estradas do Brasil a fora, a Associação dos Proprietários de Caminhões de Pelotas e região (Aprocapel) começa a colocar em prática um antigo sonho: a construção da sede da entidade, em terreno de oito hectares, junto à BR-116, no quilômetro 518, ao lado do Cidade Alta, em Pelotas.

As obras iniciam pelo estacionamento de caminhões e devem começar nos próximos dias, garante o presidente da entidade, Nelson Vergara, com os orçamentos aprovados em mãos. “Com certeza em agosto, a obra estará a pleno e a primeira etapa será a realização de 300 metros de terraplanagem onde ficará parte do estacionamento, que está fazendo falta e deve ficar pronto até o final do ano”, afirmou.

O local, que abrigará futuramente a sede administrativa da Associação, hoje localizada no bairro Santa Terezinha, será um ponto de parada para o descanso aos motoristas associados, após um longo período de viagem pelas estradas do País. A capacidade após a conclusão do projeto será para receber em torno de 450 caminhões, além de oferecer vestiários, sanitários, escritórios, entre outros.

Segundo Vergara, este sonho começou junto com a Aprocapel, fundada em 19 de novembro de 2008 e começou a funcionar, efetivamente, em 5 de março de 2009, com 47 associados. Hoje este número chega a 650 caminhões e pelo menos 280 proprietários, número fechado para não extrapolar a capacidade de atendimento.

Benefícios aos associados incluem desconto no combustível e insumos com preços diferenciados

Uma das vantagens dos associados é contar com o sistema de rastreamento oferecido pela Associação. Todos estes caminhões possuem rastreador, localizador e bloqueador e têm sua velocidade controlada a partir de aplicativo de celular em tempo real. Pelo monitor, é possível ver a velocidade média de cada veículo, que é identificado pela placa e a sua localização, dados atualizados de dois em dois minutos.

É possível também gerar relatórios. Caso extrapolem demais o máximo permitido, a identificação fica em vermelho se persistir por um tempo muito longo, o motorista é advertido para aliviar o pé. Tudo isto para garantir a segurança do motorista, veículo e da carga. E as vantagens de ser um associado Aprocapel não param por aí.

A partir do pagamento de mensalidade, o valor retorna aos associados em benefícios, como a aquisição de pneus, óleo, lona a preço de custo, um diferencial entre 30% a 35% em relação ao comércio convencional, garante o presidente. Segundo ele, uma carreta bitrem, por exemplo, utiliza 26 pneus e com o desconto oferecido na aquisição dos pneus, a mensalidade se dilui totalmente.

Em caso de acidente com o veículo do associado, a Associação providencia a remoção e assume o conserto do veículo, realizado em oficina localizada na cidade de São Marcos, na Serra. Para isso acontecer, o proprietário mantém uma apólice de seguro de terceiros, o que é obrigatório e segundo Vergara, uma atitude para proteger o motorista.

Setor fundamental

Vergara destaca o protagonismo do caminhão, especialmente em momentos de crise, como foi a pandemia de Covid-19 e as recentes enchentes que afetaram o Estado, em maio do ano passado. Segundo ele, as principais dificuldades do setor se deram em razão das perdas dos clientes, o que acaba gerando queda nos fretes, além das dificuldades de infraestrutura de estradas e possíveis riscos aos transportadores.

“Fora isso, o caminhão não parou um minuto sequer, pelo contrário, foi importantíssimo para a logística de doações de alimentos e outros materiais”, comentou.

Os altos valores cobrados pelo pedágio ainda são a principal queixa dos transportadores, que pagam em média R$ 200 por cada passada nas praças de pedágio, dependendo do número de eixos. “Se gasta mais de pedágio do que em diesel e a conta acaba caindo sobre o preço das mercadorias ao consumidor final”, reclamou.

O agronegócio ainda é o setor principal para o transporte rodoviário e a mola mestra que movimenta a atividade. “Agronegócio e caminhão andam juntos, diz o presidente, se o agronegócio vai bem, o caminhão também vai, já que a movimentação em torno de preparo para o plantio e depois as colheitas, envolvem necessariamente o caminhão. Somos parceiros incondicionais do agronegócio, as duas atividades caminham juntas, se um vai bem o outro também vai”.