UFPel inicia levantamento para aprimorar previsão hidrológica em Cerrito e Pedro Osório

Municípios são os primeiros a receber a tecnologia, que permite uma representação precisa do terreno, mesmo em áreas de vegetação densa. (Foto: Celestino Garcia/JTR)

O Núcleo Integrado de Previsão (NIP) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) iniciou, na última semana, um levantamento inédito com drones equipados com sensores LIDAR para aprimorar o sistema de previsão hidrológica em tempo real nos rios da região. Cerrito e Pedro Osório são as primeiras cidades a receber a tecnologia, que permite uma representação precisa do terreno, mesmo em áreas de vegetação densa.

Na quinta-feira (4), a equipe do NIP/UFPel deu início aos sobrevoos. A fase de coleta foi concluída na segunda-feira (7) e o processamento dos dados, que gerarão mapas detalhados em alta resolução, com grade de 10 centímetros, começa nos próximos dias.
Além de subsidiar diretamente os estudos hidrológicos e o mapeamento de áreas de risco de inundação, os dados servirão de base para o planejamento urbano, projetos de infraestrutura e ações de defesa civil. A expectativa é otimizar a gestão territorial e aprimorar a resposta a eventos climáticos extremos.

A próxima etapa do projeto será a batimetria do rio Piratini, fundamental para mapear as profundezas do leito. Enquanto as réguas instaladas em pontos estratégicos medem a dinâmica das águas na superfície, a batimetria utilizará sonar e geolocalização para identificar o relevo submerso.

Para isso, um ecobatímetro, equipado com antena GNSS, fará uma varredura embarcada no rio. O dispositivo emite sinais sonoros que, ao tocarem o fundo, retornam, permitindo o cálculo da profundidade. Múltiplas coletas formarão seções batimétricas, revelando um perfil detalhado do leito do Piratini.

O levantamento também incluirá os trechos secos das margens, onde equipes usarão antenas ou drones com laser para mapear a topografia. Segundo a UFPel, a informação é vital para prever até onde o nível do rio pode subir em situações de cheia, tornando os alertas mais precisos e rápidos.

A expectativa é que a nova metodologia modernize os antigos sistemas e que, no futuro, os dados estejam disponíveis na palma da mão da população, por meio de plataformas digitais.