Orquestra Jovem do Sesc incrementa a indústria criativa como espaço de formação em Pelotas

Atualmente 40 alunos-músicos integram a orquestra criada em janeiro. (Foto: divulgação)

Desde janeiro, Pelotas conta com a sua própria orquestra. É a Orquestra Jovem do Sesc Pelotas, implantada com o objetivo de promover a formação musical, social e cidadã de adolescentes por meio da prática orquestral.

Atualmente a orquestra conta com 40 músicos-alunos distribuídos em 20 violinistas, dez violistas, seis violoncelistas e quatro contrabaixistas. O projeto tem movimentando a economia local diretamente através da concessão de bolsas e auxílios e, indiretamente, ao estimular a cadeia cultural e educacional da cidade.

“O impacto tem sido significativo, mesmo nos estágios iniciais. O projeto oferece não apenas formação musical, mas também promove disciplina, responsabilidade, trabalho em equipe e autoconfiança. Para muitos desses jovens, é a primeira experiência com a música de forma estruturada e também o primeiro contato com uma iniciativa cultural contínua. A bolsa ajuda na geração de renda, o que amplia o sentimento de valorização e pertencimento”, pontuou

Anderson Mueller, coordenador de Música e Audiovisual do Sesc/RS.

Contribuindo para o reconhecimento de Pelotas como um polo de formação artística no estado, o projeto busca ampliar o repertório cultural, fortalecer a identidade dos participantes e gerar oportunidades para jovens, fornecendo bolsas de estudo e aulas voltadas ao aperfeiçoamento musical de cada componente do grupo.

Aulas semanais incluem prática de instrumentos, teoria musical e prática de conjunto. (Foto: divulgação)

Formação musical abre portas para o futuro
Para Andrew Oliveira, de 19 anos, estudante de Música da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e natural de Santa Cruz Cabrália, na Bahia, a Orquestra Jovem surge, na área da formação musical, como um meio de desenvolver melhor os ensinos musicais dentro do município, não apenas valorizando, mas gerando oportunidade e garantias.

“Uma coisa que acontece na Universidade Federal de Pelotas, é que no curso de música, só tem curso de violino para cordas friccionadas. Não tem professor para violoncelo, viola e nem contrabaixo. Então, o nascimento dessa orquestra pode atrair professores para que venham dar aula aqui. Para que criem esse curso aqui, de bacharelado em violoncelo, viola e contrabaixo”, disse.

Atuando como primeiro violinista (spalla) da Orquestra Jovem municipal, o aluno destaca o antigo sonho de ter apenas que se preocupar com a música – algo que considerava complicado de viver durante o ensino médio, mas que hoje enxerga como uma possibilidade facilitada pela bolsa e pelo tempo.

Orquestra tem 20 violinistas, dez violistas, seis violoncelistas e quatro contrabaixistas. (Foto: divulgação)

“Eu acho muito bonito também de saber que o nascimento dessa orquestra é o sonho de muita gente, como o sonho do Parada, como o sonho do diretor do Sesc Rio Grande do Sul. Ela é a primeira orquestra jovem do estado, então ela também tem um nível de importância muito alto e é um projeto maravilhoso e um projeto que eu acredito que vai dar muitos frutos”.

Contando com aulas semanais de instrumento, teoria musical e prática de conjunto, segundo Mueller, à medida que o projeto avança na formação do grupo, os ensaios coletivos se tornam mais frequentes, contribuindo para as apresentações que farão parte da fase seguinte da Orquestra Jovem.

“Temos observado transformações notáveis. Os alunos demonstram mais disciplina, autoestima elevada e maior interesse por atividades culturais e educacionais. Muitos relataram que a bolsa contribuiu diretamente no dia a dia da família e que o projeto trouxe uma nova perspectiva de futuro, inclusive despertando o desejo de seguir carreira na música ou em áreas relacionadas à arte e educação”, destacou o coordenador de Música e Audiovisual do Sesc/RS.