
A 51ª Feira do Livro de Pelotas foi lançada, oficialmente, nesta sexta-feira (13), com uma solenidade realizada na Bibliotheca Pública Pelotense. As escritoras Maria Alice Estrella e Alexia Porto foram confirmadas como as patronas da edição, que neste ano não terá um orador. O evento acontece de 30 de outubro a 16 de novembro na Praça Coronel Pedro Osório.
O presidente da Câmara Pelotense do Livro, Carlos André de Souza e Silva, destaca que a escolha de duas mulheres, de gerações diferentes, surgiu como forma de complementar o conceito da feira deste ano, construído sobre uma linha do tempo e que traz como slogan “A vida acontece em capítulos”.
“Essa linha do tempo sai da infância, passa da juventude e vai para a vida adulta e a maturidade. Então foi pensando nesse modo diferente de fazer a Feira do Livro, que a gente acabou escolhendo a Alexia e a Maria Alice”, disse Souza.

Aos 19 anos, Alexia será a mais jovem patrona da história da Feira do Livro de Pelotas, enquanto Maria Alice acumula décadas como cronista – atualmente suas crônicas literárias são publicadas semanalmente no JTR – e poetisa com reconhecimento nacional.
“Fiquei muito honrada por ter o reconhecimento do meu trabalho, que vem de muitos anos. Espero que a 51ª Feira do Livro seja uma festa onde a literatura esteja presente em todos os níveis e alcance a todos e que eu chegue, com a minha escrita, no coração das pessoas”, declarou Maria Alice.
Para a jovem poetisa, que começou a escrever ainda criança e levou sua escrita para as redes sociais, onde hoje tem mais de 25 mil seguidores, a homenagem surge como uma oportunidade de atrair o interesse das pessoas, especialmente a Geração Z, para a poesia.
“É uma grande honra para mim, ser escolhida como uma das patronas, eu sou extremamente grata e muito feliz, porque respiro a arte, eu vivo a poesia por completo. A literatura, hoje em dia, é extremamente importante, eu vejo ela como uma coisa crucial para a sociedade porque inspira e muda o mundo e sou extremamente grata por participar dessa mudança”, comentou Alexia.
O prefeito Fernando Marroni (PT) ressaltou a importância da literatura e da feira para a cidade e para a formação de uma sociedade mais plural e capaz de encontrar um consenso mínimo para suas divergências. “Em 1964 a feira foi suspensa e, permaneceu suspensa até 1978. Por quê? Porque o livro é perigoso, o livro liberta, o livro traz a ficção, a aventura, o romance e o conhecimento. Portanto, nesse momento em que a gente vive, questionamentos sobre a ciência, sobre a cultura, sobre o conhecimento, é muito importante que uma cidade, como Pelotas, reafirme a sua convicção de que o livro e o conhecimento possam ajudar a manter a coesão social, manter consensos mínimos da sociedade para que a gente viva uma sociedade realmente civilizatória”, disse.



