Vereador Cauê Fuhro Souto declara que medidas legais serão tomadas após vídeo falso

Declarações comprometedoras foram atribuídas falsamente ao vereador, insinuando inclusive uma suposta fuga da cidade. (Foto: Fernanda Tarnac)

A polêmica em torno do vídeo falso que simula a voz do vereador Cauê Fuhro Souto (PV) ganhou novos desdobramentos no domingo (8), com a manifestação oficial da Câmara Municipal de Pelotas. Em nota pública, o Legislativo pelotense expressou “absoluto repúdio” à veiculação do conteúdo manipulado, que atinge diretamente a honra do parlamentar e, segundo a instituição, “atenta contra a dignidade do Poder Legislativo”.

A gravação, que circula em redes sociais e grupos de WhatsApp desde o fim de semana, foi produzida com o uso de inteligência artificial (IA). Nela, declarações comprometedoras são atribuídas falsamente ao vereador, insinuando inclusive uma suposta fuga da cidade. O material, já confirmado como falso, teria sido compartilhado em massa por um assessor vinculado ao governo Fernando Marroni (PT), de acordo com Fuhro Souto, o que acirrou ainda mais o embate político.

Segundo a Câmara, trata-se de uma “ação covarde, criminosa e atentatória aos princípios democráticos”, com o objetivo de desestabilizar não apenas a reputação de um parlamentar, mas também as instituições representativas. “A propagação de inverdades por meio de tecnologia avançada, com o claro intuito de enganar a população, configura grave ameaça à saúde do debate público e à confiança nas instituições”, destaca o comunicado.

A Casa Legislativa também reafirmou solidariedade ao vereador injustamente atacado e informou que tomará medidas legais contra os responsáveis pela criação e disseminação do conteúdo falso. “Não toleraremos ataques à democracia, à verdade e ao respeito institucional”, finaliza a nota.

A assessoria de Fuhro Souto se pronunciou sobre o caso, classificando o vídeo como “absurdo” e destacando que o parlamentar jamais fez qualquer das afirmações presentes na gravação.

“É lamentável mais um ataque — ataques que, aliás, já se tornaram sistemáticos. Mas, desta vez, jamais imaginei que partiria de dentro da própria Secretaria de Governo um crime federal contra mim e contra a Câmara de Vereadores. Trata-se, também, de um ataque direto à democracia. Quem pratica esse tipo de ação não pode ocupar cargos de relevância: deve estar na cadeia. Sofri danos irreparáveis. Neste momento, centenas de pessoas estão repassando esse vídeo criminoso. O agente público vive da sua imagem — e a minha foi brutalmente atacada, pelas costas, de dentro do governo Marroni, sob responsabilidade da secretária Miriam Marroni. O jagunço que se prestou a esse desserviço já é conhecido. Agora, todos queremos saber: a mando de quem?”, destacou Fuhro Souto ao JTR.