A Colônia de Pescadores Z3 promoveu, no sábado (24), um almoço de confraternização para homenagear pessoas, instituições públicas, entidades e empresas que, de alguma forma, ajudaram a comunidade durante a enchente de 2024.
“Todas essas pessoas demonstraram uma solidariedade tremenda com a comunidade da Z3. Durante a enchente, esse povo maravilhoso nos trouxe carinho, ajuda e muitos alimentos. Hoje queremos retribuir e deixar clara a nossa gratidão pelo que fizeram por nós”, afirmou Nilmar Conceição, presidente da Colônia de Pescadores Z3.
Entre os homenageados, que receberam um certificado de “Amigo da Z3”, estão a ex-prefeita e atual secretária estadual de Relações Institucionais, Paula Mascarenhas; o presidente do Sicredi Interestados, Nilson Loecke; e o diretor do JTR, Adilson Kems.
Emoção de quem enfrentou o pior momento da história da Z3.

O almoço servido aos convidados foi preparado por homens e mulheres que sofreram os efeitos da enchente e doaram seu tempo no sábado como forma de agradecer a quem os ajudou no momento em que mais precisaram. É o caso das amigas Alessandra Pinto Oxley, 46 anos, e Adriana Chagas, 55, que tiveram as casas invadidas pela água em junho do ano passado e perderam praticamente tudo o que tinham.
“Fiquei 75 dias fora de casa e não consegui salvar nada além de algumas roupas, documentos, alguns utensílios da cozinha onde fazia bolinhos de peixe para vender, e pouca coisa mais. Precisamos e tivemos muita ajuda para reconstruir nossa vida, e todos esses que estão aqui, de alguma forma, nos ajudaram. Então é importante agradecer”, relata Alessandra.
Apesar das perdas materiais e do abalo emocional, as duas amigas deram, durante os dias da enchente, uma verdadeira lição de solidariedade ao montar e coordenar a cozinha comunitária responsável por fornecer até 300 marmitas por dia para outras famílias na mesma situação.
“A gente não enlouqueceu porque doou o tempo. Não deu tempo de pensar: ‘a minha casa está lá embaixo da água’. Pensamos: vamos ajudar, para não ficar focadas na dor que estávamos vivendo”, conta Adriana.





