Paula passa a ser a referência dos prefeitos no governo estadual

Ex-prefeita é, agora, responsável por aproximar governo do Estado e prefeituras. (Foto: Rodrigo Chagas)

Ao assumir a titularidade da recém-criada Secretaria Extraordinária de Relações Institucionais do Governo do Rio Grande do Sul, a ex-prefeita de Pelotas, Paula Mascarenhas (PSDB), começa a se converter na principal referência dos prefeitos para tratar de assuntos relacionados a projetos e ações do Estado.

Conforme Paula, que esta semana cumpriu uma série de compromissos em Pelotas e concedeu entrevista exclusiva ao Tradição Regional, a secretaria foi criada para aumentar a proximidade do governo com as prefeituras. “Apesar de o governo se manter perto dos municípios, o governador não consegue estar a todo o momento fazendo essa relação. E eu, como ex-prefeita, me sinto muito próxima e entendo muito os dramas e desafios das prefeituras, e isso tem sido muito positivo”, afirma.

Pedidos de investimentos em infraestrutura e saúde têm sido, de acordo com a secretária, as demandas mais comuns de norte a sul do Estado. A abertura de editais para projetos em diferentes áreas é, de acordo com Paula, a alternativa encontrada pelo governo para garantir uma distribuição eficiente dos recursos.

A secretária diz que o governador tem como meta deixar o governo com todas as obras iniciadas entregues. Na região, alguns dos empreendimentos da lista são a RS-734 entre Rio Grande e Cassino, a estrada Piratini e Canguçu, e o Hospital Regional de Pronto-Socorro de Pelotas, que deve ser finalizado até agosto.

Crise e recursos da saúde

“A crise da saúde é permanente, estamos sempre no limiar. Isso aumentou a partir da pandemia e estamos vivenciando, tanto no Rio Grande do Sul como no Brasil, o efeito da pandemia sobre o SUS, pois já vínhamos sempre no limite, e isso se agravou a partir de uma migração muito grande de pessoas que perderam seus planos de saúde e passaram a usar o SUS”, comenta.

Ao falar no tema, Paula aproveita para rebater as críticas de que o governo Eduardo não está aplicando os 12% obrigatórios na saúde. “Isso não é verdade. O Estado está fazendo como sempre foi feito. Vejo alguns políticos, que já governaram o Estado e que estiveram liderando governos, fazendo essa crítica, quando eles faziam esse mesmo cálculo, porque o Estado sempre colocou o gasto com o IPE Saúde na conta, porque se esses servidores não tivessem o IPE estariam no SUS.”

Novo momento político

Ao analisar o contexto político do Estado, Paula admite que a saída de Eduardo Leite abalou o PSDB. “Foi um baque perder a maior liderança do partido no Estado, que é o governador Eduardo Leite, com a história dele. Qualquer partido se ressente disso, mas o governador muda de sigla, mas não muda de ideias, então essa afinidade vai continuar”, diz.
Na avaliação de Paula, o plano de governo elaborado em 2022 garante uma base de apoio sólida, que está decidida a lutar pela sucessão do projeto liderado por Leite.

Com relação ao seu futuro político, a secretária admite que não pretende sair do PSDB, mas não tece maiores comentários sobre projetos eleitorais para 2026. “Sou a presidente estadual e tenho um compromisso moral com o partido. Mas minha proximidade com o governador não significa que pretendo transformar o partido em partido chapa-branca.