Olá, amigos leitores do Tradição! Que prazer estar na companhia de vocês, espalhados por este pampa gaúcho que a todos nós orgulha. Saber que não estamos sozinhos e, sim, acompanhados pelas notícias da nossa cidade, pertinho delas ou mais distantes, só nos traz alegria e, como no meu caso, saudosas recordações. E hoje me deu vontade de falar de amor. Querem viajar comigo?
Sempre gostei de falar de amor. Na poesia, principalmente, no dia a dia, atitudenalmente. Mas conheci o amor quando ele ainda olhava para o céu e nos fazia olhar juntos para as estrelas e, ainda, além delas, onde os sonhos se escondiam atrás das roseiras de Marte.
O amor de então era quase fatal. Exigia uma fidelidade sabor de pecado. Vinicius escrevia de forma rimada sobre ele. Que fosse infinito enquanto durasse. Que fosse inesquecível, se temporário, digo eu agora. O amor, este enfant terrible sutilmente ingênuo, este inescrupuloso e cético galanteador.
As canções românticas sempre foram o fio condutor das paixões adolescentes, facilmente confundidas por arroubos de amor. E uma geração que teve os Beatles, Roberto Carlos no auge, Júlio Iglesias el cantante latin lover, além do sempre King Elvis Presley, não pode se queixar da falta de matéria prima neste aspecto.
Sem falar nas reuniões dançantes, onde a proximidade para mais de aconchegante dos corpos nos permitia segredar no ouvido da garota amada, nossos primeiros “eu te amo”, ditos quase inaudíveis para não provocar reações inesperadas, sendo a mais esperada delas, o primeiro beijo, e a indesejada, o primeiro tapa…
O amor também viu o tempo passar e vê-se desfigurado devido às inevitáveis mudanças causadas pelas relações atuais, mesmo sendo um sentimento imortal. Sofre o amor com preconceitos, com a banalidade que toma conta de tudo, com a radicalização entre o terno e sensível e o ríspido e bárbaro.
Mas o amor sobrevive, assim como o abraço e o sorriso sobrevivem.
O amor ainda insiste em se embalar e nos embala com suas canções de ninar gente grande.
O amor é lindo!
Como bem dizia aquela toada chatinha que nos encantará sempre.




