Crise da Santa Casa de Rio Grande é pauta na reunião da Azonasul

Na oportunidade, foram discutidas medidas para evitar o fechamento do hospital. (Foto: Divulgação)

A reunião da Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul), realizada na quinta-feira (6), na sede da entidade, em Pelotas, teve como pauta principal a crise iminente de fechamento da Santa Casa de Rio Grande. O encontro contou com a presença de prefeitos da região, deputados, gestores de saúde, direção do hospital, Promotoria da República, representantes do governo estadual e do Ministério Público Federal.

Na oportunidade, foram discutidas medidas para evitar o fechamento do hospital. A Santa Casa de Rio Grande enfrenta sérias dificuldades financeiras, que ameaçam a continuidade de seus serviços essenciais, colocando em risco o atendimento à população. Entre as ações propostas, destaca-se o pedido de apoio ao Ministério Público Federal para a destinação de recursos provenientes de multas aplicadas, visando suprir as necessidades financeiras imediatas da instituição. Além disso, foi sugerida a realização de auditorias nas Santas Casas de Rio Grande e São Lourenço do Sul para identificar problemas de gestão e possíveis soluções compartilhadas.

A instituição acumula dívida de R$ 500 milhões e tem déficit mensal de R$ 1,8 milhão, uma vez que a receita é de R$ 10,2 milhões, contra a despesa de R$ 12 milhões. Referência para mais de 15 municípios da região, o hospital conta com os atendimentos eletivos suspensos desde 10 de janeiro, devido a uma dívida de R$ 7 milhões com cerca de 90 médicos.

O prefeito de Pinheiro Machado e presidente da associação, Ronaldo Madruga, ressaltou a importância da Santa Casa para os 23 municípios da região, especialmente no atendimento de pacientes em situações de emergência e cirurgias eletivas. Segundo ele, a crise não afeta apenas os gestores, mas, principalmente, a população que depende desses serviços de saúde.

De acordo com o presidente, a proposta da entidade é a instauração de uma auditoria externa para medir os gargalos enfrentados pela instituição, por meio da construção de um diagnóstico fiel, capaz de estruturar um plano eficiente de recuperação. Outra alternativa discutida seria a possibilidade de aumentar os convênios com os municípios, os quais fariam um aporte de recursos extras para o atendimento “Porta de Entrada” às prefeituras conveniadas.