
Realizando um sonho de infância, Marcelo Beduhn, de 51 anos, atua como motorista desde os 27. Atualmente, trabalha como condutor do transporte coletivo de Pelotas e conta um pouco sobre os desafios de seu cotidiano na profissão.
Beduhn é natural da Princesa do Sul e ingressou na profissão em 2000, quando teve a oportunidade de trabalhar em uma empresa de bebidas, sendo motorista de entrega. Neste cargo, ele atuou durante 10 anos. Já o posto de condutor do transporte coletivo pelotense é ocupado por Beduhn há 15 anos.
Falando sobre o cotidiano de sua profissão, o motorista elenca os principais desafios de sua ocupação. O primeiro é manter a tranquilidade para lidar com a ampla diversidade de passageiros que passam pelo seu ônibus. “Lidar com o público não é fácil. Então, temos que sempre manter a calma, saber como lidar com todos os tipos de situação”, explica.
Outro ponto destacado por Beduhn é um elemento cada vez mais disputado nos dias atuais: o tempo. Isso porque a pontualidade é literalmente uma meta em seu ofício. “Um eventual atraso para mim pode resultar em uma interferência na vida pessoal do passageiro. Ele pode se atrasar para o trabalho ou escola”, completa.
Por fim, o condutor destaca o desafio de sempre garantir a segurança de seus passageiros, o que é um fator de extrema importância visto os perigos das ruas movimentadas. “Hoje em dia, qualquer coisa pode acontecer no trânsito ou, até mesmo, na operação da porta do ônibus. Isso pode causar sérios danos aos passageiros”, acrescenta.
Atualmente, esse compromisso de manter a segurança em seu meio de trabalho tem se tornado ainda mais difícil, visto que Beduhn exerce dupla função: a de motorista e a de cobrador. “Antes, nós tínhamos a visão do cobrador para auxiliar com o manuseio da porta traseira. Agora, sem isso, nos exige bastante cuidado”, conta. O condutor explica que essa unificação de cargos também pede uma atenção redobrada do condutor quanto ao auxílio de pessoas em cadeiras de roda. “Antes, éramos dois para fazer a função. Hoje, trabalhamos sozinhos também nessa parte”, ressalta.



