Vereador é acusado novamente de fala racista

Esta não foi a primeira vez que Vilela (PL) foi acusado por falas racistas durante as sessões da Câmara Municipal. (Foto: Reprodução/Twitter)

O vereador de Canguçu, Francisco Vilela (PL), está sendo acusado por ter proferido uma nova fala racista durante uma sessão na Câmara de Vereadores, no último dia 22. O político usou o termo “essa negrada” para se referir a pessoas que receberam recursos do governo Federal durante o período de pandemia.

O caso ocorreu durante uma sessão ordinária da Câmara de Vereadores, na qual Vilela estava presidindo. O tema da reunião era o aumento da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), proposto pelo governador Eduardo Leite (PSDB).

“Bah, não veio pagamento ‘pinga-pinga’. Com aquele dinheiro da Covid, essa negrada nos Estados deitaram e rolaram. Palmas pro Bolsonaro, palmas pra quem mandou o dinheiro”, declarou o parlamentar ao fazer comentários sobre o envio de verbas federais para os Estados.

A Câmara Municipal aceitou na segunda-feira (29) a abertura do processo de cassação de Vilela a pedido dos cidadãos Denise Coelho e Gildomar Mota. O pedido de abertura de comissão foi aceito com 12 votos favoráveis e três contrários. Além de Vilela, foram contrários à abertura os vereadores Leandro Ehlert (MDB) e Marcelo Maron (PL). O texto afirma que a conduta de Vilela foi criminosa e pode configurar quebra de decoro parlamentar.

O JTR tentou entrar em contato com o vereador, porém não recebeu retorno até o fechamento desta edição.

Acusado novamente

Esta não foi a primeira vez que Vilela foi acusado por falas racistas durante as sessões. Em junho do ano passado, o vereador chamou uma servidora de “neguinha, p**”.

Neste caso, a trabalhadora registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil, que investigou e indiciou Vilela por injúria racial. O indiciamento foi analisado pelo Ministério Público que entendeu que o vereador também deveria responder por prática, induzimento e incitação de discriminação e preconceito de cor.

Na época, foi aberto um processo de cassação do vereador por suposta quebra de decoro parlamentar. Porém, o pedido foi rejeitado após a votação.