Produtores familiares de Turuçu realizam a colheita da pimenta

A produtora Veronica Tuchtenhagen conta com a assistência técnica da Emater/RS-Ascar, por meio das extensionistas engenheira agrônoma Janaína da Rosa e a médica veterinária Alessandra Storch. (Foto: Divulgação)

Os produtores de Turuçu, a Capital Nacional da Pimenta, dedicam-se, atualmente, à colheita do produto, que ocupa uma área estimada de 8 hectares no município, distribuídos em 20 pequenas propriedades. São cultivadas de 15 a 20 variedades e há famílias que cultivam de sete a oito distintas.

Segundo a engenheira agrônoma Janaína da Rosa e a médica veterinária Alessandra Storch, extensionistas da Emater local, grande parte das lavouras são irrigadas, o que garante uma ótima qualidade do produto, que não sentiu os efeitos da estiagem. De acordo com elas, a colheita se estende por meses, devido à diversidade de variedades. A Bico Doce, por exemplo, começou a ser colhida em fevereiro e rende colheitas semanais até o mês de abril.

A produtora Veronica Tuchtenhagen plantou mil pés desta variedade e pretende colher cinco mil quilos, apenas nesta lavoura. A cada apanha semanal, Verônica e a família colhem uma média de 400 a 500 quilos de pimentas, trabalho que leva um dia inteiro ou até mais para ser concluído. Segundo as extensionistas, os produtores encontram-se animados com a qualidade do produto e a sua colocação no mercado. “Tem mercado bom para pimenta, mas tem que ter qualidade. Nós não temos o que nos queixar. Estamos muito satisfeitos com a safra deste ano”, comenta a agricultora.

A produção de pimenta é histórica no município e, atualmente, há uma grande diversidade de variedades cultivadas, muita tecnologia envolvida e uma gama enorme de produtos agroindustrializados, que têm as pimentas como base. “Na última década, a pimenta consolidou-se como uma opção de renda e diversificação de cultivos aos agricultores familiares de Turuçu”, diz Alessandra, que é chefe do escritório local da Emater.

O produto é comercializado desidratado ou como ingrediente de outros itens. “A agroindustrialização desse fruto é uma opção para agregar valor ao produto, além de permitir sua conservação por mais tempo”, diz. Segundo ela, atualmente há um enorme portfólio de produtos com pimentas como molhos, azeites temperados, geleias, geleia de frutas com pimenta, conservas, morangada e figada com pimenta, pasta de pimenta, chocolate entre outros.

São cultivadas de 15 a 20 variedades. (Foto: Divulgação)

Devido à diversidade de variedades cultivadas tornou-se possível oferecer o condimento com opções que vão desde as que não possuem ardência até a pimenta mais ardida do mundo, a Carolina Reaper. Entre as mais conhecidas estão a Bico Doce, Dedo de Moça, Malagueta, Jalapeno e Habanero.

As famílias estão sempre preocupadas em melhorar o produto comercializado, com a adoção de tecnologias de desidratação e irrigação, além das boas práticas e cuidados nas agroindústrias, que estão sempre buscando produzir novidades, como os recentes molhos gourmet (molhos agridoce de pimenta com morango, pimenta com maracujá e outros).

Os avanços na cultura são reflexos de trabalho histórico dos agricultores familiares locais para manter os cultivos, construir e regularizar agroindústrias. Além disso, a Emater-RS/Ascar participa ativamente desta caminhada, acompanhando e levando assistência técnica às famílias. Entre as inovações tecnológicas levadas pela assistência está o desidratador, que substituiu o antigo piso de cimento para secagem da pimenta ao sol, o que reduzia a qualidade e a pureza do produto.

Verônica colhe uma média de 400 a 500 quilos de pimentas. (Foto: Divulgação)

“A tecnologia é muito simples, construído em alvenaria com paredes duplicadas com chapas de aço galvanizado, onde circula o ar quente, resultante da queima de lenha, sem entrar em contato com o produto”, explicam as extensionistas. Com o desidratador, tornou-se possível obter um produto de maior qualidade com menor tempo e sem depender do clima.

A pimenta do município tem diferentes mercados e destinos e possui compradores do Rio Grande Sul e de outros estados, como Minas Gerais. “Os mercados consumidores têm também diferentes exigências, alguns adquirem o produto in natura, outros solicitam que seja desidratada e/ou moída”, ressaltam. Para o uso na agroindústria familiar, a pimenta é desidratada e armazenada para utilização como matéria-prima.

Os consumidores podem conhecer e adquirir esses produtos tanto na Casa da Pimenta, sede da Cooperativa dos Produtores de Turuçu (Cooperturuçu), localizada na BR 116, em direção a Porto Alegre, quanto na tradicional Festa do Morango e da Pimenta no mês de outubro, no Centro de Eventos, além das redes sociais das agroindústrias. Por causa da pandemia, a última festa foi realizada em 2019.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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