Diversificação de culturas é característica do setor produtivo em Turuçu

Estimativa é que existam mais de 60 famílias produzindo morango no município, com produção de 200 toneladas por ano. (Foto: Arquivo Pessoal)

Conhecida nacionalmente pela produção de pimenta e também pela produção de morango, Turuçu tem muito mais a oferecer quando o assunto é produção agropecuária. Dentro da parcela de 60% da população localizada na zona rural, 89% são agricultores familiares. Além destes dois produtos altamente competitivos, das propriedades saem ainda, grãos, como a soja e o arroz, leite, olerícolas, noz-pecã, apicultura e meliponíneos, entre outros.

São mais de 40 atividades, afirma a médica veterinária, chefe do Escritório Municipal da Emater, Alessandra Storch, que destaca o importante papel social da instituição na organização das propriedades atendidas. “É uma relação de confiança entre produtor e o trabalho da extensão”, afirma.

A chefe do escritório ressalta o trabalho interdisciplinar realizado pela Emater nas propriedades, que são atendidas por mais de um dos técnicos. Além dela, o quadro local é composto pela engenheira agrônoma Janaína Silva da Rosa e pela extensionista rural da área social, Mariane Silva dos Santos.

Ela destaca ainda, o trabalho das agroindústrias, que chegam a dez no município e agora se dedicam também ao turismo rural, a partir do roteiro Turuçu dos Sabores. “A pimenta é a base, o produto destaque. A maioria destas agroindústrias tem a pimenta na sua formação”, diz. E todos estão ligados a uma cooperativa ou associação, como a Cooperativa das Atividades Agroindustriais e Artesanais dos Agricultores Familiares de Turuçu (Cooperturuçu), responsável pela Casa da Pimenta.

Ela também cita a Associação dos Leiteiros de Turuçu (ALT), que tem um trabalho de incentivo à produção, através da utilização de implementos agrícolas cedidos pela prefeitura, como semeadeiras, ensiladeiras e colhedora de forragem, e a Associação dos Produtores de Morango de Turuçu (APMT), beneficiada por políticas públicas municipais, como o Pró-morango, em que a prefeitura subsidia 30% da muda para pagamento na próxima safra.

Alessandra Storch (d), chefe do escritório municipal da Emater,
com a engenheira agrônoma Janaína Silva da Rosa (e). (Foto: Adilson Cruz/JTR)

“Temos ainda a Associação dos Pequenos Agricultores Rurais de Turuçu (Apart) e a União dos Agricultores de Turuçu (Uniagri), além de 16 grupos nas localidades, como os de mulheres, sempre com foco na agricultura familiar”, ressalta. Segundo ela, a intenção é incentivar o crescimento e a qualidade de vida destes agricultores.

No morango, os produtores se encontram em plena colheita. Segundo Janaína, a APMT possui 45 famílias associadas, mas se sabe que existem mais de 60 famílias produzindo a fruta, cuja produção chega a 200 toneladas ao ano. “Turuçu só produz morango com excelência, sua capacidade de produção é de ‘morangão’”, afirma. Segundo ela, isso é resultado de um conhecimento acumulado e do grande interesse em adesão às tecnologias de ponta.

Janaína aponta que a fruta é uma fonte de diversificação importante no município e as dificuldades encontradas agora são principalmente pelos custos exorbitantes dos insumos, sendo que alguns até triplicaram de preço. “A maioria aposta no morango de solo, com cultura 100% irrigada, havendo também estufas fora do solo”, afirma.

Uma constatação da agrônoma é a tendência do produtor em buscar mercado, se aproximando do consumidor. Alguns produtores de morango, assim como de pimenta, têm agroindústrias. Uma das estratégias foi adquirir mudas importadas, buscando diferentes períodos de produção a fim de obterem melhor preço, ou ainda utilizar a muda de segundo ano (soqueira) para aproveitar o tempo de mercado. “Cada um busca alternativas para fugir do pico de safra”, ressalta.

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