
O prefeito lourenciano Zelmute Marten (PT) esteve cumprindo agendas em Brasília na última semana. Um dos seus compromissos foi com a Associação Brasileira de Municípios (ABM), entidade da qual foi eleito vice-presidente do tema “Cidades Resilientes”.
A ABM é uma das associações municipalistas do Brasil, que reúne os municípios brasileiros em torno de temas comuns às cidades. A entidade está diretamente ligada à luta pela autonomia local e ao desenvolvimento sustentável das cidades brasileiras.
Cidades Resilientes são aquelas capazes de enfrentar, resistir e se adaptar a desafios, sejam eles naturais ou provocados pelo homem. Essa resiliência envolve a criação de estruturas sociais, econômicas e ambientais que possam resistir e prosperar diante das adversidades.
O trabalho de Marten na entidade será voltado ao federalismo climático e ao engajamento das cidades em relação ao enfrentamento das mudanças climáticas.
“Essa vice-presidência vai tratar do federalismo climático, que é a importância dessa integração entre cidades, Estados e União, com grupos internacionais que estão vinculados à agenda do clima, para superar a fragmentação que aumenta custos. Vou trabalhar no engajamento das cidades para conceber planos de resiliência, como a descarbonização, a estruturação de smart cities (cidades inteligentes), e a organização de projetos de prevenção, mitigação e adaptação para as cidades”, aponta Marten.
Segundo o prefeito, a entidade está preparando a participação das cidades na COP 30, evento que reúne diversos países para discutir a situação das mudanças climáticas no planeta. O objetivo é que as cidades se mobilizem para construir projetos de resiliência e planos de contingência, para fortalecer as suas defesas civis e estarem preparadas para enfrentar as intempéries climáticas.
Marten destacou também a realização de projetos de capacitação para o enfrentamento dessas situações, como o programa Capacita Cidades, que São Lourenço realiza juntamente com Pelotas e Rio Grande. O programa busca capacitar servidores públicos municipais sobre resiliência. Além disso, o gestor ressalta que São Lourenço do Sul está concluindo o estudo geológico sobre as áreas de maior risco no município.
“A urgência climática exige o engajamento imediato das comunidades e da União como um todo. Nós precisamos estruturar bons projetos para buscar, em organismos financeiros internacionais, mais financiamentos. Precisamos engajar e mobilizar, pois o negacionismo atua contra essa visão, tentando relativizar a problemática da mudança climática, argumentando que ela não existe. Então, há um processo de mobilização social que precisa ser feito nas cidades, e é isso que nós vamos fazer através dessa vice-presidência de Cidades Resilientes”, concluiu Marten.



