Empresa lourenciana tem recorde de fabricação de chocolates

Empreendimento comercializa produtos há mais de duas décadas (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)

Devido ao coronavírus, tem sido desafiador para todos, mas as datas festivas aumentam as expectativas de quem busca vender os seus produtos. Na segunda Páscoa durante a pandemia, os supermercados esperam que a data seja de vendas positivas, com crescimento entre 10% a 15% nas vendas em comparação ao ano passado, segundo dados do Departamento de Economia e Pesquisa da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

Empresas que trabalham com chocolate também esperam a data com otimismo, na esperança de recuperar o faturamento abalado, como é o caso da indústria lourenciana Doce Sabor. A proprietária Rejane Schaltz Kohler explica que no passado a produção de chocolates para a Páscoa já estava comercializada, mas os impactos da pandemia foram sentidos ao longo do ano.

Para este ano, inicialmente foram comprados 4.600 quilos de chocolate para fabricação, mesma quantidade que nos outros anos, mas em pouco tempo esta produção foi comercializada e então Rejane apostou e comprou mais 1.000 quilos de chocolate, que também já foram comercializados. A empresária explica que a amizade e a confiança conquistadas nos 21 anos de empresa fizeram com que ela tivesse essa venda certa. Além disso, muitos supermercados optaram por comprar o seu produto porque outras empresas de fora não tinham condições financeiras de transportar para todos os lugares.

A empresa revende para supermercados e pequenos comércios da zona rural e urbana de São Lourenço do Sul, e supermercados e atacados de Canguçu, Camaquã, Arroio do Padre, Cristal e demais municípios da região.

Os produtos fabricados para a Páscoa incluem ovos decorados artesanalmente, coelhinhos e ovinhos de chocolate, e as trufas recheadas que são o carro chefe da empresa. Também são confeccionados biscoitos de mel com cobertura de chocolate e bolachas de polvilho.
Rejane conta que com a chegada da pandemia os cuidados na fabricação dos doces foram redobrados para evitar a contaminação pela Covid-19, e que a indústria é fiscalizada periodicamente pelo município e pelo estado.

Indústria está localizada em
Campos Quevedos (2º Distrito) (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)

Como tudo começou
O início da Doce Sabor também está relacionado com a Páscoa. Foi nesta data comemorativa que Rejane e sua sogra começaram a produzir ovos de chocolate caseiros para os familiares e vizinhos. Logo, também atingiram os comércios do interior e as vendas foram se expandindo. Com a quantidade de pedidos aumentando, elas viram a necessidade de registrar esse trabalho como uma indústria, mas para isso ainda necessitavam de muitos investimentos.

Foi através do trabalho da família na lavoura que conseguiram construir um prédio próprio e equipar a indústria. No entanto, para crescer ainda tinham que enfrentar muitos desafios. Nas vendas realizadas nos comércios do meio rural, perto da indústria, os produtos eram embalados em caixas de massas e biscoitos de outras marcas que eram recolhidas nos mercados pela Rejane e seu esposo Marcelo. Com o tempo eles conseguiram fazer caixas personalizadas para assim vender seu produto para supermercados e atacados maiores.

Hoje, a indústria é referência na região, e além dos chocolates também fabricam biscoitos, bolos e tortas e antes da pandemia, trabalhavam com café colonial para os eventos. Rejane conta com uma equipe de cinco a sete pessoas para auxiliar na indústria, mas antes da pandemia este número chegava a 15 pessoas, conforme a quantidade de eventos que tinham para fazer o café colonial, sendo que esse serviço foi o que sentiu maior impacto. Quando a pandemia chegou à região Rejane tinha cerca de 20 mil cafés para fazer, e todos os eventos foram cancelados.

Com esta diminuição no faturamento, também foi necessário parar alguns sonhos, como a construção da filial na localidade de Santana (4º Distrito), na casa dos pais de Marcelo, onde Rejane começou a produzir os doces com a sogra. O local tem um significado especial e será um ponto de distribuição das mercadorias.

Ainda, junto à filial será construído um espaço para a realização de eventos familiares. Rejane acredita que quando os eventos voltarem serão permitidos apenas com um número menor de pessoas. Os salões tradicionais das comunidades são grandes e comportam muita gente e por isso buscam ofertar um espaço que terá café colonial. Além disso, o local seria mais uma opção de geração de emprego, e assim realocar aquelas pessoas que estavam habituadas em ajudar Rejane nos cafés antes da pandemia.

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