ACI/CDL promove carreata em prol dos serviços não essenciais em São Lourenço do Sul

Carreata passou pelas principais ruas de São Lourenço do Sul (Foto: Catarine Thiel/JTR)

Convidados pela Associação Comercial e Industrial (ACI) e Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), representantes dos segmentos de comércio, indústria, turismo, agronegócio, serviços e profissionais liberais fizeram uma carreata na segunda-feira (8) em São Lourenço do Sul.

O objetivo foi chamar a atenção dos governantes para os problemas que os serviços considerados não essenciais estão passando desde a publicação do decreto que colocou todo o estado em bandeira preta, suspendendo o sistema de cogestão em que os municípios têm autonomia para adotar as próprias regras e protocolos.

Para o presidente da ACI/CDL, Mahmoud Amer, a carreata foi a última medida adotada para tentar um diálogo. Ele explicou que foram enviados ao governo estadual diversos pedidos para a volta da cogestão ou abertura do comércio, e como nenhum obteve retorno, eles optaram por se reunir e fazer a carreata. “Queríamos mostrar a nossa indignação”, disse.

A ação contou com o apoio de outras entidades representativas, a Associação de Caminhoneiros, o Sindicato Rural e o Sindicato dos Trabalhadores Agricultores Familiares.

Cerca de 300 carros participaram do ato que percorreu as principais ruas da cidade, como o calçadão e a avenida Nonô Centeno. Nos carros haviam cartazes como “todo trabalho é essencial” e “o trabalho dignifica o homem”.

Amer ressaltou que cada participante permaneceu em seu carro e todos estavam usando máscara de proteção, para mostrar que os comerciantes se importam com a saúde. Ainda, afirmou que ficou surpreso pela quantidade de pessoas que participaram e a ordem que se manteve em todo trajeto.

A ACI/CDL vem desde o ano passado trabalhando para que o comércio possa atender sem prejudicar a saúde dos funcionários e dos clientes. No ano passado, foram estabelecidos diversos protocolos que devem ser seguidos pelas empresas e são fiscalizados pela Vigilância Sanitária.

O presidente explicou que a taxa de contaminação no comércio representa 1% do total de casos, isso mostra que os protocolos de higiene e segurança estão sendo seguidos. Ele ressaltou que a fiscalização deve se atentar a festas clandestinas e outros eventos que não seguem as regras, e permitir a abertura dos estabelecimentos, pois estes geram impostos e podem dar retorno ao governo.

Segundo uma pesquisa realizada pela entidade, em 2020 o setor do comércio não essencial sofreu uma queda de 40% nas vendas. Neste ano, se estima que a perda seja maior, chegando a 70%. Por isso, a entidade tem buscado esse diálogo com o governo estadual e outras entidades representativas para que essa estimativa não se confirme.

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