Polinizando o Pampa monitora colmeias após o ciclone que atingiu o RS

A entrada de ar frio nas caixas de abelhas pode provocar o resfriamento, e até morte de larvas. (Foto: Divulgação)

A equipe da Empresa Halinski Soluções Ambientais e Estatísticas, que executa o Projeto Polinizando o Pampa, percorreu a Ilha dos Marinheiros, a APA da Lagoa Verde e o Banhado do Maçarico monitorando as abelhas sem ferrão jataí após o ciclone que atingiu o Rio Grande do Sul em julho.

Este é um projeto da Secretaria Municipal do Meio Ambiente da Prefeitura do Rio Grande que tem como objetivo principal restaurar as populações de abelhas no Bioma Pampa através de três eixos produtores rurais, educação ambiental na rede de ensino pública municipal e visitação em locais urbanos.

Os locais recebem visitas mensais de monitoramento para orientações e aprendizado contínuo através da prática nas propriedades rurais e no Horto Municipal do Cassino. O inverno é um período crítico para as abelhas, pois há escassez de flores com pólen e néctar.

Este inverno contou com um fator agravante que foi o ciclone extratropical que devastou o município de Rio Grande trazendo diversos prejuízos na cidade afetando diretamente a sobrevivência das abelhas na região.

Mediante o comunicado de ciclone a bióloga Dra. Rosana Halinski, coordenadora do Projeto pela Empresa Executante, passou orientações como abrigar as colmeias dentro de galpões e locais fechados durante o ciclone e orientações para intensificação de alimentação com bombons de pólen e xarope de água com açúcar foram solicitados aos participantes.

“Diversos produtores tiveram suas casas destelhadas, estufas rasgadas e muitos estragos nas propriedades, no entanto a maioria conseguiu salvar suas abelhas adotando as estratégias passadas para abrigá-las e cuidando da alimentação. Em nossa visita reforçamos a importância do pólen, que é a fonte proteica para as abelhas, e do xarope e sua reposição em 2 a 3 dias, porque após isso fermenta e pode atrair inimigos das abelhas como os forídeos”, disse Halinski.

Com o passar dos anos as abelhas no RS adotaram uma estratégia que se chama diapausa reprodutiva, isto é, estocam alimentos na primavera e verão e no inverno cessam as atividades externas a colônia, consumindo só os alimentos estocados e a rainha para de colocar novos ovos. Os produtores rurais estão aprendendo a importância do cuidado redobrado no inverno, especialmente quando ocorrem eventos inesperados como o ciclone.

Eventos climáticos que alteram a temperatura, umidade e ventos afetam diretamente a sobrevivência das abelhas sem ferrão, dificultando sua sobrevivência e adaptação rápida as novas condições.

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