Verão no Cassino: tradição, proximidade e estadias prolongadas atraem veranistas

Natural de Bagé, Ilvia Brito frequenta o Cassino há cerca de 15 anos. (Foto: Divulgação)

Com o início da temporada de verão, a Praia do Cassino, localizada em Rio Grande, volta a ser ocupada por visitantes que transformam o balneário em “casa temporária”. Vindos, em sua maioria, de cidades próximas, os turistas encontram no Cassino uma combinação que se mantém atrativa ao longo dos anos: estrutura, permanência prolongada e possibilidade de aproveitar o verão sem grandes deslocamentos. Durante os meses mais quentes, o fluxo constante de veranistas altera a dinâmica do bairro, movimentando comércio, serviços e espaços públicos.

Para quem vive na zona sul do estado, a curta distância é um dos fatores decisivos na escolha do destino. O deslocamento reduzido permite viagens mais rápidas e facilita estadias mais longas, característica comum entre os frequentadores do balneário. É o caso de Ilvia Brito, moradora de Bagé, que frequenta o Cassino há cerca de 15 anos. Segundo a visitante, a proximidade entre municípios segue motivando a escolha pelo balneário como destino de verão. “Amamos o Cassino! É relativamente perto de Bagé, onde moramos. Cerca de 3 horas”, relatou.

Ao longo da década, o planejamento para as férias passou por mudanças. Se antes a organização exigia maior antecedência, hoje a viagem ocorre de forma mais flexível, acompanhando a rotina. A familiaridade com o Cassino contribui para essa adaptação, já que a praia é um destino conhecido por quem retorna com frequência. “Antigamente, levávamos 30 dias [para organização]. Hoje, levamos mais ou menos 15 dias”, afirmou Ilvia.

Regina Costa é moradora de Pelotas e há cerca de 20 anos realiza o deslocamento até a praia vizinha. (Foto: Divulgação)

Os custos da alta temporada também influenciam a forma como a viagem é planejada. A visitante, que vê no Cassino uma oportunidade de aproveitar a praia e prestigiar o Carnaval local, reconhece que os valores praticados no verão podem ser mais elevados. Ainda assim, avalia que a organização prévia permite manter a tradição das férias no balneário: “Os valores são um pouco altos, precisamos nos programar, mas é a maior praia do mundo! Não trocamos por nada”.

Essa relação de décadas com o Cassino também aparece na trajetória de Regina Costa, moradora de Pelotas. Há cerca de 20 anos, ela se desloca da cidade vizinha e escolhe o balneário como destino de férias. Em 2026, a visitante planejou permanecer por 15 dias durante o mês de janeiro e, como de costume, optou pelo aluguel de casa por temporada, formato comum entre turistas que permanecem por períodos mais longos.

Para Regina, além do fácil acesso à praia, o Cassino é um espaço de pausa e renovação. A proximidade com municípios vizinhos permite conciliar descanso e praticidade, sem a necessidade de grandes deslocamentos. “É um lugar agradável, dependendo da localidade escolhida, pode-se ter tranquilidade. Além disso, o mar revigora e está tão perto de municípios vizinhos”, explicou.

Da tranquilidade à maior movimentação, a moradora de Pelotas avalia que a praia oferece experiências distintas, conforme o perfil e as preferências dos visitantes. Para quem busca aproveitar o dia, a faixa de areia e o contato com o mar seguem como principais atrativos. Já para quem prefere estender a programação para a noite, o balneário concentra opções variadas. “Penso que o Cassino atende demandas de quem gosta do dia, aproveitando a praia, e para quem tem a vida noturna, existem inúmeras possibilidades — inclusive atrações em espaços públicos, sem custo”.

Além de um destino para férias, o Cassino é tradição. A praia, que segue reunindo praticidade, movimento e diversidade, representa ponto de encontro para a zona sul do estado, que aproveita a temporada de verão para desacelerar a rotina, fortalecer vínculos e reafirmar uma relação construída ao longo de gerações com o balneário.