Rio Grande: CRAM completa dois anos atuando na proteção e acolhimento às mulheres vítimas de violência

O espaço foi criado para oferecer atendimento humanizado e multidisciplinar às mulheres vítimas de violência doméstica. (Foto: Divulgação)

*Com informações da Assessoria de Imprensa

O Centro de Referência de Atendimento à Mulher em Situação de Violência (CRAM) Márcia Regina Mello de Freitas, de Rio Grande, completou dois anos de funcionamento na segunda-feira (5). Localizado na avenida Silva Paes, nº 191, 5º andar, o espaço foi criado para oferecer atendimento humanizado e multidisciplinar às mulheres vítimas de violência doméstica. Desde sua inauguração, o CRAM atendeu 464 mulheres, conforme destacou a coordenadora Camila Freitas, reforçando que o centro é parte da Rede de Apoio à Mulher Vítima de Violência Doméstica, que inclui o Juizado de Violência Doméstica, Patrulha Maria da Penha, Delegacia Civil e da Mulher, Conselhos Municipais, Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), Conselho Estadual de Assistência Social (Creas), Centro de Referência em Assistência Social (Cras), Grupo Fênix e Casa de Acolhida.

A superintendente Letícia Corrêa ressaltou a importância do trabalho da equipe e da rede de apoio, destacando os desafios de operar com recursos limitados, mas enfatizando o crescimento do serviço e a necessidade de fortalecer a rede. Ela afirmou: “Hoje temos um centro especializado, o que é gratificante, embora a violência esteja cada vez mais forte”.

A secretária de Assistência Social, Dianelisa Amaral, destacou o papel do CRAM na reconstrução da autoestima das mulheres atendidas, lembrando que a violência é uma fase passageira na vida delas. Segundo ela, o espaço serve para lembrá-las de que são mais do que suas experiências traumáticas, reforçando que o centro ajuda a resgatar sonhos e dignidade. Ela também elogiou o trabalho do Conselho Tutelar em casos envolvendo crianças e adolescentes.

A promotora de Justiça, Valdirene Sanches Jacobs, trouxe uma reflexão sobre o nome do centro, que homenageia Márcia Regina Mello de Freitas, vítima de feminicídio em 2013. Ela contou a história trágica de Márcia, que foi assassinada pelo marido após decidir se separar, e destacou que o espaço leva seu nome para simbolizar a luta contra a violência de gênero.

Palestrantes convidadas, Maria Lose e Marisa Pires, compartilharam relatos emocionantes e mensagens de esperança e perseverança, reforçando o impacto positivo do trabalho realizado no CRAM. Encerrando o evento, a assistente administrativa Maria Ignes Goulart falou sobre a rotina difícil, muitas vezes emocionalmente desgastante, de quem atua na linha de frente, destacando a importância de não julgar as mulheres atendidas e de celebrar cada avanço na resolução de seus problemas.

A prefeita Darlene Pereira (PT) também prestigiou a cerimônia, parabenizando a equipe e destacando a importância do centro na luta contra a violência de gênero. Ela reforçou a necessidade de união entre homens e mulheres para proteger e cuidar das vítimas, lamentando o aumento de feminicídios e enfatizando a relevância do CRAM como espaço de defesa e acolhimento às mulheres.