*Com informações da Assessoria de Imprensa
O Museu Oceanográfico da Fundação Universidade do Rio Grande (Furg) Prof. Eliézer de Carvalho Rios completou 72 anos de fundação na segunda-feira (8). A unidade é um dos destinos mais procurados pelos turistas que visitam a cidade e um dos maiores símbolos da promoção da ciência, da preservação da vida marinha e do papel extensionista da Universidade.
Uma pesquisa de opinião apresentada no dia do aniversário mostra o grau de satisfação dos visitantes do museu, que gira em torno de 85 a 90 mil pessoas por ano. A pesquisa mostra que 85% dos visitantes consideram-se muito satisfeitos com a visita.
Segundo o diretor do Complexo de Museus da Furg Lauro Barcellos, a resposta da comunidade diante da sua experiência no museu é que traduz a satisfação de quem atua há anos neste espaço e dedica parte da vida em transformar a ciência e a pesquisa em algo acessível e prazeroso para todas as pessoas.
“O museu interage fortemente com a comunidade e possui um consentimento social. A nossa comunidade reconhece no Museu Oceanográfico uma referência científica, educativa, uma referência de lugar bonito, de entretenimento, onde as pessoas vêm para conhecer, descansar e confraternizar. Então, é essa a resposta que eu sempre dou, porque é a partir da comunidade que nós podemos entender aquilo que nós fazemos há tanto tempo”, disse Barcellos.
Sobre o Museu
A história do Museu Oceanográfico começa em 8 de setembro de 1953, quando a Sociedade de Estudos Oceanográficos do Rio Grande (SEORG) fundou o Museu que passou a funcionar na Praça Tamandaré – na casinha do jardineiro – a qual foi emprestada pela Prefeitura de Rio Grande. Foi uma iniciativa de três amigos: o professor Eliézer Rios, o biólogo Boaventura Barcellos e o engenheiro Nicolas Vilhar.
Naquela época, o Museu funcionou na praça Tamandaré, num lugar muito bonito organizado e aberto ao público. O primeiro diretor foi Barcellos, que assumiu a direção por alguns anos até passá-la para Rios.
Com a transferência do Museu Oceanográfico para a Fundação Cidade do Rio Grande, ele passou a ter prédio próprio, o qual está instalado até hoje. Em 1973, com a aprovação do Projeto Atlântico e a construção da Base Oceanográfica Atlântica, a Furg tratou com a Fundação Cidade do Rio Grande a passagem do Museu para a Universidade com o intuito de reforçar o complexo de pesquisas oceanográficas voltadas ao ecossistema oceano costeiro/lagunar.
Em janeiro de 1974, a Fundação Cidade do Rio Grande passa o Museu Oceanográfico para a Universidade dando origem ao Complexo de Museus da FURG que existe até hoje na cidade do Rio Grande.
A instituição mantém uma exposição pública sobre a vida e a dinâmica dos oceanos, apresentada em painéis, maquetes, aquários e diversos equipamentos utilizados em pesquisas oceanográficas. Nos painéis das salas do Museu são apresentadas centenas de conchas, que enriquecem a coleção de moluscos.
Aproximadamente 50% do acervo representa a malacofauna brasileira. Os espécimes são preservados inteiros secos, inteiros em líquidos e partes de espécimes secos (peles, esqueleto, conchas, ossos, crânios, ovos, penas). As ilhas oceânicas brasileiras também fazem parte das pesquisas do museu.




