O sabor das frutas gaúchas em destaque no Espaço da Emater/RS-Ascar

Sabor das frutas gaúchas se diferencia das produzidas em outros estados brasileiros devido às condições climáticas. (Foto: Divulgação)

Quem nunca “lagarteou” sob o sol do inverno saboreando uma bergamota produzida nos pomares do Rio Grande do Sul? O hábito comum entre muitos gaúchos é estimulado pela qualidade das frutas produzidas que tem nas características climáticas do Estado o principal diferencial do seu sabor.

Assim como a citricultura (laranja, bergamota), o maracujá e a banana, a pecanicultura e a olivicultura também encontram em solo gaúcho as condições ideais para o seu cultivo e essas culturas são apresentadas na parcela da horticultura no espaço da Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), na Expointer 2021.

O extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Luís Bohn, explica que o sabor das frutas gaúchas se diferencia das produzidas em outros estados brasileiros devido às condições climáticas características do Rio Grande do Sul, principalmente a amplitude térmica, e também ao manejo aprimorado realizado pelos agricultores. “Nós temos diversidade de clima e esses fatores melhoram algumas situações de sabor diferenciado típico dos citros. Esse fator também ajuda na produção de nozes, estamos conseguindo produzir azeite de oliva, oliveiras, devido a esse clima diferenciado. A banana também tem um sabor diferenciado, pois o metabolismo não é acelerado pela questão térmica”, frisa.

Produtores e consumidores que prestigiarem o espaço institucional da Emater/RS-Ascar na 44ª Expointer, feira que ocorre de 04 a 12 de setembro no Parque Assis Brasil, em Esteio, podem buscar informações dessas variedades, bem como sobre verduras e olerícolas de modo geral, flores e plantas medicinais e condimentares e silvicultura com os extensionistas rurais presentes no espaço temático da horticultura.

Para além da Feira

A Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), juntamente com a Câmara setorial da Noz Pecã e a Câmara Setorial das Oliveiras, incentiva a produção de olivas e de noz pecã por meio dos programas estaduais de Desenvolvimento da Olivicultura (Pró-Oliva) e o de Desenvolvimento da Pecanicultura (Pró-Pecã).

Lançado em julho de 2015, o Pró-Oliva visa fomentar e apoiar os produtores e consolidar a olivicultura. Entre as ações do programa constam a defesa sanitária e a produção de mudas de qualidade, o aumento da produção e produtividade dos olivais por meio da assistência técnica da Emater/RS-Ascar, prefeituras ou iniciativas privadas e também por meio da pesquisa, industrialização de azeites e conservas e linhas de financiamento para estimular a produção.

O Pró-Pecã, lançado em 2017, tem como principal objetivo promover o desenvolvimento de uma pecanicultura moderna, competitiva e sustentável, gerando emprego e renda no meio rural e incentivando as agroindústrias de beneficiamento e fornecedores de equipamentos dessa cadeia produtiva. O Programa também visa integrar a pesquisa e a assistência técnica da Emater/RS-Ascar, prefeituras ou iniciativas privadas com produtores e apoiar e divulgar a produção de mudas de boa qualidade (sanidade e genética).

 

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