Hortaliças são importantes fontes de renda aos agricultores familiares

Em Pelotas, são mais de 30 tipos de hortaliças, ocupando 1.250 hectares e envolvendo 1.897 produtores (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)

A produção de hortaliças, com mais de 30 tipos, ocupa 1.250 hectares somente em Pelotas e envolve 1.897 produtores, informa a Emater/RS-Ascar. O brócolis, que além da demanda para mesa, tem ainda seu recebimento pela indústria, que demanda uma variedade diferenciada, específica para embalar. Somente esta hortaliça envolve 65 produtores no município e ocupa 140 hectares. “Trata-se de uma cultura de ciclo rápido, em torno de 120 dias e entra na diversificação com a cultura do tabaco”, explica o engenheiro agrônomo Rodrigo Prestes, do Escritório Municipal da Emater Pelotas.

Há cinco anos, a família do agricultor João Oliveira da Silva, com propriedade na Colônia São Manoel, 8º Distrito de Pelotas, encontrou na produção de hortaliças uma alternativa para complementar a renda na propriedade. Com atividades como o pêssego e o morango, ao longo do restante do ano, a produção de alface, brocólis, couve-flor, rúcula, repolho, pepino, entre outros, ocupa o tempo entre a produção, colheita, classificação e venda destas hortaliças. A mais representativa é o brocólis, com 30 mil pés cultivados, no último plantio. “A quantidade a ser plantada de uma determinada hortaliça é de acordo com o consumo, e neste último ano, houve grande demanda por brócolis, principalmente pela indústria”, afirma o produtor.

Destinadas às feiras, aos supermercados, às feiras municipais e até mesmo à indústria, estes produtos já representam 15% no montante da renda familiar, assegura o produtor. “Não dá para reclamar da renda, principalmente nos anos em que o clima ajuda”, diz o produtor.

Segundo ele, as hortaliças precisam de muita água. “O nosso açude ainda é pequeno para isso, mas estamos com um projeto para a construção de um maior”, afirma.

Em fevereiro, por volta do dia 15, começam a ser preparados os canteiros que irão receber, posteriormente, uma cobertura plástica para proteção das plantas, em aproximadamente três hectares da propriedade. Silva explica que nesta época, entre os meses de dezembro a fevereiro, é dada uma pausa para o plantio do milho safrinha, que irá suprir a alimentação dos animais da propriedade. “O milho serve para o melhoramento da própria terra e após a colheita, que deve iniciar no final de fevereiro, a palha é derrubada e começam a ser feitos os canteiros”, comenta, ressaltando que o milho safrinha leva de 80 a 90 dias para colher e nas primeiras áreas colhidas, já se inicia o plantio das hortaliças.

Em um novo local, a família pretende dar continuidade ainda, além do pêssego, à produção de morango de mesa, para a qual serão construídas duas estufas na propriedade.
O engenheiro agrônomo destaca que o verão é uma das melhores épocas para produzir hortaliças, mesmo com as dificuldades impostas pelo calor e irrigação. “Praticamente todas as hortaliças são cultivadas agora, pois o calor torna o ciclo de produção mais rápido e algumas têm uma rentabilidade maior no verão, que é uma das melhores épocas para produzir”, destaca.

Segundo a Emater, a produção de hortaliças deve se recuperar rapidamente após as chuvas abundantes da última semana, que também serviram para suavizar o clima no geral. Os dias muito quentes, altas temperaturas, dias abafados, intensa radiação solar e ventos quentes prejudicam a produção, sobretudo de folhosas. A produção de alface é uma das mais difíceis, pois além dos cuidados na produção durante o verão, tem oferta diminuída e elevação nos preços. Há redução de oferta também de outras hortaliças como a couve-flor, brócolis e rúcula.

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