Entidades apresentam áreas da 30ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz

Coletiva de imprensa ocorreu na Estação Experimental Terras Baixas, em Capão do Leão (Foto: Luciara Schneid/JTR)

A Embrapa Clima Temperado, Federação das Associações de Arrozeiros (Federarroz) e Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) apresentaram, na última terça-feira (28), as áreas experimentais onde daqui a menos de 15 dias ocorrerão as atividades da 30ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz. O evento acontece pelo segundo ano consecutivo na Estação Experimental Terras Baixas (EETB), da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão, onde além do arroz estão sendo testados outros grãos e culturas em terras baixas. Com o tema “Intensificação para sustentabilidade”, a intenção é reunir número superior aos sete mil participantes da edição anterior, entre especialistas, produtores, industriais, técnicos, estudantes, no período de 12 a 14 de fevereiro.

De acordo com o presidente da Federarroz, Alexandre Velho, o objetivo é buscar alternativas e soluções para a gestão do negócio do arroz oferecidas pelas instituições de pesquisa. Segundo ele, com uma redução de área e um plantio de aproximadamente 940 mil hectares, a expectativa para a safra 2019/2020 é de uma colheita em torno de 7.250 mil toneladas e uma produtividade de sete a 7,1 mil quilos por hectare. Das 400 unidades produtivas do estado, 70% plantam soja. “As causas da redução se referem ao atraso no plantio e no manejo da cultura devido principalmente às chuvas acima de 200 milímetros ocorridas em algumas regiões”, ressaltou.

O chefe geral da Embrapa Clima Temperado, Roberto Pedroso, falou da programação e das atividades preparadas pela instituição durante a abertura, entre elas, a área com 34 vitrines tecnológicas de 20 empresas parceiras. “Durante o evento, a Embrapa irá apresentar cinco cultivares desenvolvidas na unidade, entre elas a BRS A705, novo lançamento e uma evolução da BRS Pampa”. Outra novidade será o lançamento do aplicativo PlanejArroz, que irá auxiliar o produtor no manejo de sua lavoura.

Na área principal da lavoura, que será colhida no dia 14, às 14h, estão plantadas variedades de alta tecnologia desenvolvidas pela Embrapa e Irga, a BRS Pampa CL e Irga 431 CL.

Pelo Irga, o gerente regional da Zona Sul, André Matos, representou o presidente Guinter Franz, e destacou a importância do instituto, que neste ano completa 80 anos, para o desenvolvimento da lavoura arrozeira do RS, que transformou os 140 mil hectares iniciais da cultura em um milhão de hectares. Segundo ele, o ponto alto da abertura, deve ser o roteiro técnico, que durante três dias, a partir das 7h30, irá apresentar áreas com todas as empresas do setor arrozeiro presentes, além de entidades públicas, como Embrapa, Irga e Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

Na programação do evento ainda, Fórum Técnico, na tarde do dia 12 e no dia 13, o Fórum de Mercado, com o debate de temas estratégicos para a sustentabilidade do produtor de grãos. Também haverá no local, a feira de produtos e serviços, com estandes de patrocinadores e empresas.

A Zona Sul é responsável na safra 2019/2020 pela área de aproximadamente 153 mil hectares. A expectativa para este ano é de que a colheita deva começar entre 15 e 20 de fevereiro, nas propriedades em que o plantio ocorreu mais cedo. Pelo menos 69,2% da área foi semeada até 31 de outubro, ao redor de 105.235 hectares, considerada a época ideal de plantio. Na safra 2018/2019, a região semeou área de 155.619 hectares, obteve produtividade de 8.198 quilos por hectare e produção total de 1.275.764,6 toneladas.

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