Gabriel Souza aproveita agendas na região para fortalecer bases

Vice-governador esteve na Praia do Laranjal para o encerramento oficial do Festival Verão Gaúcho. (Foto: Rodrigo Ziebell/GVG)

O vice-governador do Estado, Gabriel Souza (MDB) aproveitou as agendas marcadas para o governador Eduardo Leite (PSD) na região, no sábado (28), para conversar com lideranças do seu partido e fortalecer as bases da sua pré-candidatura ao Piratini.

Apontado pelo próprio Eduardo como seu sucessor, Souza tem como desafio aglutinar o maior volume possível de partidos, que atualmente integram a base do governo, em torno de sua pré-candidatura e, para isso, usa como cartão de visitas a proximidade com o governador e a unificação do MDB, que parece decidido a esquecer o racha de quatro anos atrás.

“O MDB definiu no congresso estadual dia 29 de novembro, que foi o maior congresso do partido nos últimos anos, o meu nome como pré-candidato a governador. E naquela data nós tivemos toda a bancada federal, bancada estadual, o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo e o partido está unido, superou os problemas de 2022, que são coisa do passado. A primeira coligação que nós fizemos foi conosco mesmo nessa eleição e vamos agora buscar mais aliados”, disse.

Em Pelotas os principais nomes trabalhados pelos emedebistas são o secretário de Turismo, Danilo Rodrigues e o engenheiro civil Miguel Medida. “Vamos ter duas candidaturas aqui, uma para deputado estadual e outra a federal. Eles vão decidir, agora, quem vai disputar uma vaga para a Câmara dos Deputados e quem disputa para a Assembleia Legislativa. Meu desejo é de organizarmos essas duas candidaturas de dois jovens para renovar o partido”, disse.

Na cidade vizinha do Rio Grande, as escolhas não poderiam deixar de recair sobre integrantes da família Branco, que já governou o município por cinco mandatos diferentes desde 1998. “Estamos aguardando a decisão do ex-prefeito Fábio Branco sobre sua pré-candidatura e depois iremos decidir sobre a outra vaga, mas já temos o nome do vereador Felipe Branco, que é uma possibilidade também, além do ex-deputado Sandro Boka”, comentou Souza.

Leite irá influenciar escolha do vice
A decisão de Eduardo Leite em concorrer à Presidência da República ou ao Senado é apontada por Souza como fato determinante para a escolha do outro nome da chapa ao governo do Estado. “O Eduardo Leite concorrendo à presidência é uma situação, outra coisa é ele concorrer ao Senado, então a vaga do PSD na chapa, vai depender muito da posição dele, e, claro, isso vai ser definido nas próximas semanas”.

Na mesma linha
Herdeiro de um grupo político que governa o Rio Grande do Sul desde a eleição de José Ivo Sartori em 2015, Gabriel Souza revela que não pretende se distanciar de seus antecessores e deixa antever que ressaltar os feitos positivos de Sartori e Leite será uma tônica de sua futura campanha.

“O Rio Grande está diferente, a gente conseguiu dar a volta por cima, quando eu cheguei na Assembleia em 2015, o Estado estava quebrado depois do governo Tarso Genro (PT). Tivemos que apresentar uma agenda de transformações ao governador Sartori e eu era presidente da Assembleia Legislativa no primeiro governo do Leite, agora, no segundo participo como vice-governador, então acompanhei toda essa história, sei o que fazer para manter as conquistas em primeiríssimo lugar e evitar retrocessos, que é o que os meus adversários defendem, em outras palavras, e sei também quais são os próximos passos que tem que ser dado na educação, na saúde, na segurança, na infraestrutura, em outras áreas do Estado.”